O site www.boreally.org traz-nos um belíssimo conjunto de fotografias dedicadas ao abandono. Exactamente, são imagens sobre ruínas, instalações fabris desactivadas e outros sítios e equipamentos que ficaram algures, nessa espécie de vida suspensa em que é colocado muito do património.

O site está em Francês, o que poderá dificultar a vida à maior parte das pessoas mas, ainda assim, a visita aconselha-se vivamente, numa de "ver os bonecos" :)

Pérolas do match.com (1)

AGUEM QUEM QUE SABE AMAR O PROSIMO PRISIPALMENTE EU E QUE SEJA AGUEM ESPECIAL PARA ME ..EU SO PRSESO DE SER FELIZ E DAR AMOR E CARIMHO AU MEU PASSEIRO O MEU FUTURO AMOR .EU AINDA SONHO COM O MEU PRECIPE EMCANTADO QUEM SABE VC SEJA ELE .. EU GOSTO DE PESSOAS QUE SENPRE FALA A VERDADE SEJA GUAL FOR GOSTO DE OVIR A VERDADE . E
Estava aqui a pensar o que escrever sobre a exposição "Lisboa 1758 - O plano da Baixa hoje" que está na Praça do Comércio, no Páteo da Galé (fica nas arcadas da direita - olhando para o rio). Gostei? Foi chata? Os 3 euros da entrada são demasiado para o que se mostra? Pois bem, respondo às três perguntas com "sim".
Sim, gostei de ver as plantas desenhadas aquando da reconstrução pombalina; sim, achei a exposição chata porque, convenhamos, baseá-la a 90% na exibição de plantas arquitetónicas é capaz de ser muito giro para estudantes de arquitetura mas pouco para o público em geral; sim, três euros parece muito para o que é mostrado.
Ou seja, não recomendo uma ida ao Terreiro do Paço para ver "O plano da Baixa": para os miúdos é uma gigantesca seca que só se atenua perante a maravilha da maqueta da Lisboa pré-terramoto (a mesma que costuma estar no Museu da Cidade - esse sim, uma boa visita a fazer) e, para os graúdos, é demasiadamente "especializada". Do todo, fica a ideia de muita parra e pouca uva; muito design na forma como as coisas são mostradas e pouco "interesse" no que se mostra...

Vontade de chatear (2)

Se isto não é vontade de chatear os outros, então, é o quê?
Uma piada de arquitecto:
Um arquitecto é alguém que não é suficientemente larilas para ir para design, nem suficientemente macho para ir para engenharia.

Do mete-nojo ao mete-medo

Nos fantásticos anos 80, a toda-poderosa máquina anglo-saxónica que, sistematicamente, vai lançando os próximos "não-sei-quê", impingiu ao mundo os Bros. Talvez poucos já se lembrem do duo, composto pelos gémeos Luke e Matt Gross.

Uma desgraça nunca vem só... a piada é fácil, mas aplica-se às personagens. Autênticos modelos de catálogo larilóide (versão para o efeminado) os Bros tiveram - como não podia deixar de ser -, bastante êxito junto das jovens que, como se sabe, são a subcategoria mais estúpida que se encontra em qualquer corrente adolescente.

O tempo cura as feridas e o mundo já tinha lançado os Bros para um qualquer sítio, juntamente com as baterias de telemóvel usadas e as meias velhas mas, eis que um deles me aparece à frente, em versão gigante, no cinema. O mano Luke faz de mau da fita na nova película do Hellboy (vale a pena ver), onde encarna um príncipe elfo (deve ser uma fantasia) que quer vencer os humanos e castigá-los pelos maus tratos à natureza.

Contemplemos a fotografia e meditemos sobre a maneira de ir do mete-nojo, ao mete-medo.


Ele está aí! Ele chegou! O muito aguardado navegador (pronto... browser) dessa máquina que é o Google está, finalmente, no ar, se bem que ainda numa versão "beta".

Segundo o Google, este navegador - cujo nome é Chrome -, é mais rápido e leve do que os seus concorrentes e apresenta algumas (pequenas) novidades que talvez possam cativar alguns utilizadores.

Não há nada como experimentar para ver se se gosta. Carregue AQUI !
Lá vai mais um...

Ao que parece, a cidade prepara-se para perder mais um prédio antigo. Este, situado na esquina da Av. Miguel Bombarda com a Av. Marquês de Tomar, há já muitos anos que só abrigava uma mercearia "gourmet" e uma farmácia (que fica no registo da História por ter sido o local onde comprei os primeiros preservativos para impedir que o mundo conhecesse prole minha). Hoje, começou a largar pedaços e a área circundante já está vedada pelos bombeiros.

Não estamos a falar de um imóvel de grande valor arquitectónico mas é, concerteza, um representante digno do estilo aplicado na construção das chamadas "Avenidas Novas" da capital. Sobretudo, é um espaço onde poderiam viver confortavelmente largas dezenas de pessoas, numa zona central da cidade.

Decadência, ruína, abandono: hoje, alguém estará a comemorar em grande o lucro que se avizinha com a construção de mais um edifício de habitação de "prestige" ou de escritórios.
Lisboa está cheia de edifícios assim. Estou, inclusivamente, a preparar um site de imobiliário exclusivamente dedicado a estes casos. Não é possível caminhar dez minutos por Lisboa sem nos depararmos com casos confrangedores de património deixado ao abandono: moradias, quintinhas, prédios, palacetes...

E o mais giro é reparar que continuamos a não penalizar os filhos da mãe que deixam as coisas caírem! No tempo de Santana Lopes, a CML começou a reparar alguns edifícios, tomando posse deles enquanto os senhorios/proprietários não cumprissem com as suas obrigações. Um desses exemplos está na Av. da Liberdade, tendo, na altura, sido colocado um enorme cartaz a chamar a atenção para a medida. A verdade é que os anos passaram e o prédio continua por recuperar. Um dia destes, lá estarão os bombeiros, também...
Um repórter da RTP (Vítor Gonçalves) andava por Nova Orleães (New Orleans, como ele prefere) a entrevistar pessoas. Entrou num bar que era o único estabelecimento aberto em toda a cidade (por causa da tempestade) e "atacou" uma jovem americana com as seguintes perguntas:

VG: Você ficou aqui...
Jovem: Sim, fiquei


(se ela estava ali... era porque não estava noutro lado, certo?)

VG: Não se foi embora...
Jovem: Não, fiquei.


Digam lá se isto não é jornalismo de qualidade? É!

Bloqueador de telemóveis



O site gadget.brando.com.hk apresenta-nos um dispositivo que, aplicado com parcimónia, pode ser uma verdadeira evolução civilizacional: um bloqueador de telemóveis.

Toda a melga tem um insecticidada à altura e a empresa de Hong Kong dá-nos a hipótese de acabar com o "zumbido" daquelas que vão para o cinema tocar aqueles sons irritantes ou que chegam a interromper um concerto (como aconteceu com a Ute Lemper, no CCB) ou até mesmo o caso da minha colega que "acorda" a empresa toda com a banda Techno que se põe a martelar sempre que o marido e a amiga e a mãe e a prima e mais não sei quem lhe telefonam.

O único problema desta maravilha é o preço (USD 246) e o pouco alcance. Ainda assim, é capaz de ser um investimento a ter em conta para um teatro ou cinema.