No chorrilho de coisas mais ou menos fúteis que se me atravessam nos pensamentos, escolhi, hoje, fazer aqui uma comparação de tamanho entre bilhetes de vários tipos. Para o efeito, escolhi uma entrada nos cinemas do grupo Medeia, o cartão recarregável do Metro de Lisboa e ainda um bilhete do Cinema São Jorge.

O cartão do Metro é do tamanho de um cartão Multibanco, o papelinho do grupo Medeia, não é reciclável (é em papel de fax) mas ainda tem um tamanho pequeno, agora... o bilhete do São Jorge... será que a Câmara Municipal de Lisboa tem participação numa empresa de pasta de papel? Será inconsciência ambiental? Vontade de gastar? O "bilhetão" tem, nada mais, nada menos, que o tamanho de três cartões Multibanco!!!

Eh pá, diminuam lá essa coisa: se não for pelos custos, nem pelo ambiente, ao menos que seja em nome da falta de espaço nos bolsos...

O clã da Manela

Quantas vezes vi os Clã ao vivo? Poucas, parece-me: lembro-me de um concerto na Expo 98, num cantinho semi-escondido onde agora cabe um qualquer restaurante; lembro-me de um concerto das Festas de Lisboa, em Monsanto (quando as "festas" ainda tinham muita coisa boa); lembro-me de um espectáculo no Olga Cadaval, em Sintra...
Se a memória não me falha, portanto, ontem foi a quarta vez que vi o grupo portuense ao vivo. Vezes suficientes para ter a certeza de que os magníficos espectáculos que dão são uma regra e não um acaso mas, ao mesmo tempo, vezes a menos para satisfazer o gosto que tenho pela banda.

As noites de Quinta-Feira no Casino Estoril são, de vez em quando, iluminadas com artistas que nos dão concertos soberbos, espectáculos que estão acima da média. Os Clã são dessa espécie. Quem vai ver um concerto deste grupo tão especial já sabe que "óptimo" é o mínimo a esperar.

Não são só as músicas (as belas, as fortes, as sensíveis, as alegres, as agressivas) que contribuem para aquela sensação de "tão bom que é estar aqui" mas é, sobretudo, a presença enorme desse animal de palco que é a jeitosa da Manuela Azevedo, dona de uma voz tutti-fruti que lhe permite tudo na arte de mexer connosco (e de nos por a mexer).

Os Clã têm classe, carisma, e várias vezes dei por mim a ser incomodado pelo inoportuno pensamento de quão injusto é andarmos a "vender" o nosso país com base no facilitismo da "world music" (sim, falo da Marisa) quando temos portentos musicais como a banda de que aqui se fala, capazes de fazer cair numa sala um véu de romantismo para, logo de seguida, virarem a coisa do avesso a ponto de me apetecer fazer headbanging.

Esta gente faz-nos bem à saúde!

Pérolas do match.com (2)

Já sofri muito na vida. Tenho 2 alegrias que são as minhas filhas. só quero ser feliz e tratada como mereço. ter uma vida boa, calma e poder estar junto daqueles que amo, a minha família.Não sou exigente, pelo con trário contento-me com pouco. Basta carinho e amor.


Que a senhora se contente com pouco não é, em si mesmo, um problema. O pior mesmo será saber que há alguém que se interesse por algo tão mau...
Para quem goste de História militar (e, já agora, de arquitectura), fica a sugestão do site Third Reich in Ruins, um local na internet dedicado a mostrar fotografias (acompanhadas de textos) do "antes e depois" de diversas infraestruturas da Alemanha nazi.

Embora a apresentação seja má e, no todo, seja precisa alguma paciência para navegar nos conteúdos, o interesse das fotografias compensa bem o esforço.
Tem tralhas em casa que já não quer mas acha que ainda servem? Está farto daquele móvel que lhe enche a sala? O computador já não funciona bem com os últimos jogos? Mudou a decoração da sala e não sabe o que fazer aos candeeiros? Deixe lá o caixote do lixo! Se as coisas estão em condições, doe-as a quem precisa delas!

No site do Banco de Bens Doados pode ter uma ideia de como colaborar com as instituições que precisam das coisas que você já não quer. Por sua vez, na Bolsa do Voluntariado, não só pode ter uma lista de instituições necessitadas e dos bens que elas procuram, como também se pode oferecer como voluntário para executar tarefas de acordo com as suas aptidões.

Esqueça o padre da paróquia e a sua corte de beatas :) - use a internet para ajudar quem precisa!
Um antigo executivo da Coca-Cola pronunciou a famosa frase: "Metade do dinheiro que gastamos em publicidade é mal-gasto. O nosso problema é não sabermos que metade...". No caso desta imagem, é facil perceber o sentido da frase: no site oficial desse "cromo" que é o Ozzy Osbourne, o que é que nos aparece? Ah pois... anúncios de Hip-Hop/Rap. Tem tudo a ver, não tem? :)

FIAT 500

O revivalismo está sempre na moda. Recentemente, a FIAT lançou no mercado a remodelação (alguns diriam "restyling") do seu ícone FIAT 500. Naturalmente adaptado às exigências actuais, o carro não deixa de mergulhar fundo no imaginário saudosista indo-se a pormenores como a imitação do antigo tecido dos assentos.

Os carros italianos têm fama de má mecânica mas uma coisa ninguém poderá negar (está bem... há sempre quem o faça!): este "popó" é uma alegria para a vista!
O site www.boreally.org traz-nos um belíssimo conjunto de fotografias dedicadas ao abandono. Exactamente, são imagens sobre ruínas, instalações fabris desactivadas e outros sítios e equipamentos que ficaram algures, nessa espécie de vida suspensa em que é colocado muito do património.

O site está em Francês, o que poderá dificultar a vida à maior parte das pessoas mas, ainda assim, a visita aconselha-se vivamente, numa de "ver os bonecos" :)

Pérolas do match.com (1)

AGUEM QUEM QUE SABE AMAR O PROSIMO PRISIPALMENTE EU E QUE SEJA AGUEM ESPECIAL PARA ME ..EU SO PRSESO DE SER FELIZ E DAR AMOR E CARIMHO AU MEU PASSEIRO O MEU FUTURO AMOR .EU AINDA SONHO COM O MEU PRECIPE EMCANTADO QUEM SABE VC SEJA ELE .. EU GOSTO DE PESSOAS QUE SENPRE FALA A VERDADE SEJA GUAL FOR GOSTO DE OVIR A VERDADE . E
Estava aqui a pensar o que escrever sobre a exposição "Lisboa 1758 - O plano da Baixa hoje" que está na Praça do Comércio, no Páteo da Galé (fica nas arcadas da direita - olhando para o rio). Gostei? Foi chata? Os 3 euros da entrada são demasiado para o que se mostra? Pois bem, respondo às três perguntas com "sim".
Sim, gostei de ver as plantas desenhadas aquando da reconstrução pombalina; sim, achei a exposição chata porque, convenhamos, baseá-la a 90% na exibição de plantas arquitetónicas é capaz de ser muito giro para estudantes de arquitetura mas pouco para o público em geral; sim, três euros parece muito para o que é mostrado.
Ou seja, não recomendo uma ida ao Terreiro do Paço para ver "O plano da Baixa": para os miúdos é uma gigantesca seca que só se atenua perante a maravilha da maqueta da Lisboa pré-terramoto (a mesma que costuma estar no Museu da Cidade - esse sim, uma boa visita a fazer) e, para os graúdos, é demasiadamente "especializada". Do todo, fica a ideia de muita parra e pouca uva; muito design na forma como as coisas são mostradas e pouco "interesse" no que se mostra...