Elsa Raposo e João Kleber assumiram o namoro. Uma conceituadíssima revista de baixo nível fez o favor ao mundo de revelar a importante notícia. Elsa e João não queriam, certamente. Sabe-se que a ex-modelo (que faz ela agora?) é bastante reservada no que diz respeito à sua vida íntima (reparem que a famosa cassete com cenas de sexo nunca se tornou pública). Já João, prefere por a nu a vida dos outros do que a sua. Portanto, não nos resta senão pensar que algum jornalista os terá coagido. Talvez João tenha sido ameaçado com um corte de cabelo decente, talvez a Elsa tenha sido mostrada uma fotografia da mesma quando era bonita. Sabe-se lá que cenas horripilantes lhes terão sido sugeridas para que eles aceitassem dizer ao mundo que se amam. Sim, porque esta gente que aparece na TV e imprensa escrita, nunca "gosta" de nada: ama, adora, está apaixonada. Mesmo que seja coisa apenas de fim-de-semana.Elsa e João, amam-se. E Elsa chega mesmo a dizer "sinto-me muito serena". Óptimo! É bom estar-se sereno sem a ajuda de comprimidos. O facto é ainda mais notável quando se pensa que a pílula é a repelente personagem que nos mostrava, noite dentro, as supostas infidelidades que uns casais "bas fond" aceitavam mostrar na TV. João, o Kleber, quando abre a boca, parece sempre que nos está a querer expulsar um demónio de dentro - "sai demónio, sai! pelo poder de um carro e uma viagem às Caraíbas, sai desse corpo!". Talvez ele o tenha feito à Elsa. Coisa de monta, já se vê, porque, a crer pela imprensa, a rapariga está cheia deles. Que o diga eu que, uma vez, passei junto dela e fiquei com aquela sensação de "ufa... escapei". Foi há uns bons anos, o que, em medidas elsescas quer dizer, uns quantos namorados, algumas paixões, dois ou três internamentos e quarenta e cinco entrevistas.
Elsa, a "beldade" que, segundo quem pretensamente viu a suposta cassete com cenas de sexo entre ela e o namorado nº 27/2007, responde aos filhos com um "a mãe agora não pode, está a fazer amor com o...", Elsa, dizia, é daquelas personagens decadentes, de quem só se ouve falar por motivos tristes: doenças, casos, escândalos... Kleber, mais do que triste (o homem parece animado), é uma tristeza e uma das coisas mais parecidas com um cancro que a televisão pode ter. Estão bem um para o outro. E os meus votos de felicidades são tão fortes que espero sinceramente que o amor deles seja tão forte, tão forte que se lhes aplique fielmente (ups...) a velha expressão "o amor e uma cabana" - de preferência nos confins da Amazónia...




