Não sou nenhum santo nem tenho pretensões a sê-lo. Confesso aqui, publicamente, que se soubesse que o mundo ia acabar amanhã, havia meia-dúzia de pessoas que iam passar um mau bocado. E não me refiro ao clássico sonho masculino de desatar a perseguir beldades mas sim a dar forte-e-feio numas quantas criaturas, a ponto de lhes poupar a visão do fim-do-mundo. Da lista negra constariam, certamente, os criadores dessa bosta informática chamada "The Gimp" (GNU Image Manipulation Program). Curiosamente, em calão anglófono, "gimp" quer dizer "coxo" e esse é certamente um nome muito mais acertado para o programa em questão!Anos a trabalhar com o Adobe Photoshop, rotinas estabelecidas, comandos interiorizados, esquemas intuitivos e eis que, em nome da poupança, vejo o Windows ser substituido pelo Linux e o meu querido Photoshop tirado da minha frente para, em seu lugar, vir o programinha da raposa... É que não basta todo o programa estar de pernas para o ar relativamente àquilo a que milhões de pessoas estão habituadas, não basta que para a mínima operação se abram mais janelas do que as de um palácio em dia de limpeza, não basta que a merda do GIMP rebente por coisas tão insuspeitas quanto mexer no rato, não basta que eu tenha de dar instruções e confirmações para tudo e mais alguma coisa, ainda por cima, até a mascote tem um ar estúpido! Se eu pudesse, esta sorridente animalária havia de ser trancada numa capoeira cheia de capões vingativos, sodomizada por coelhos bêbedos, entregue a uma horda de cães esfomeados, tudo para que dessem cabo do canastro à maldita da raposa! E quanto aos criadores do programa, pendurá-los pelos pés e obrigá-los a ouvir os discursos seleccionados do Bill Gates não seria castigo suficiente!
Eu abomino o GIMP! O GIMP dá-me cabo dos nervos, provoca-me ansiedade, faz-me perder tempo e trabalho, limita-me a criatividade. O GIMP é o melhor exemplo de que, por vezes, o barato sai caro! Morte ao GIMP! Espeto para a raposa! Para a lua com os programadores!








