Hoje deixo aqui a sugestão de visita a um site que é uma verdadeira festa!

Entrem e divirtam-se com a animação que nos é mostrada :)

Aceder à Hema: http://HEMA.nl
Nem só os namorados sentem necessidade de publicitar o seu amor...

Bolo de chocolate

Para que ninguém possa dizer que este blog não trata de tudo e mais alguma coisa que me passe pela cabeça, fica aqui uma estreia absoluta: uma receita culinária!

Estão com fome, apetece-vos uma guloseima? Pois bem, usem o melhor amigo do calão (i.e., o microondas) e preparem numa simples caneca um apetitoso bolo de chocolate, em apenas 5 minutos. :)

Para o efeito, munam-se dos seguintes ingredientes:

4 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1 ovo
3 colher de sopa de leite
3 colheres de sopa de óleo

e... (o mais importante): 1 caneca !


Agora, mãos à obra!


1) Numa caneca coloque a farinha, o açúcar e o chocolate em pó e mexa bem



2) Junte 1 ovo e continue a mexer bem



3) Junte o leite e o óleo e, claro, mexa bem



4) Coloque a mistela no microondas (potência máxima: 1000 watt) e deixe a coisa lá ficar durante uns 3 minutos

Convenhamos que, para nome próprio, "Putas" é assim a modos que... desagradável.
Estará ele a rezar por um belo bife? :)

Dinheiro, onde?

Trabalhando em informática, é natural que me interesse por actualidades do sector. Por indicação de um colega, fui ao site Peopleware (que, apesar do nome, é português) e comecei a ver o que por lá havia. Gostei da coisa e acabei por dar por mim a comentar as notícias: as pessoas parecem ser minimamente civilizadas e há um certo espírito de troca de ideias. Até aqui, tudo normal. A surpresa veio quando, mais tarde, consultei as estatísticas do meu site: o número de visitantes tinha disparado. Mais do que isso, havia alguns visitantes que liam muitas páginas e passavam bastante tempo nisso. Óptimo!, pensei, é para isso que escrevo, para que alguém leia. Pensamento puxa pensamento e lembrei-me de que tenho publicidade no blog. Querem ver que, finalmente, estou a ganhar dinheiro? Ansioso, acedo ao Adsense para, surpreendentemente, verificar que, apesar das centenas de páginas vistas, ninguém, - repito -, absolutamente ninguém carregou, sequer, nos anúncios! Bom, já se viu que não é assim que consigo ir de férias ou mudar de carro ou ter uma reforma confortável...

Um dia, ainda hei-de apanhar um daqueles tipos que diz ganhar fortunas com a publicidade na internet e perguntar-lhe - sob ameaça física -, qual o seu segredo... acho que ele vai confessar que, afinal, não há nenhum e que ele está tão teso quanto eu... :)

Ora aqui está uma imagem que não se vê todos os dias:o "espelho de água", em Belém, completamente seco.

Para quem sempre se perguntou se morreria afogado caso lá caísse, fica aqui a resposta: não. :)

A Malta e o Mónaco

Passeando pela Rua da Junqueira fui, subitamente, bloqueado pela constatação de um acontecimento da maior importância e cuja falta de divulgação na comunicação social vem, mais uma vez, provar como as coisas verdadeiramente importantes são deixadas para segundo plano para que outras, de cariz mais mundano, tomem o lugar delas. Pois bem, no palacete na foto funcionava (desde que me lembro de mim), a Embaixada do Mónaco mas, agora, a representação da potência socialite foi substituída pela da poderosíssima Ordem Militar Soberana de Malta.

Sim, sei no que estão a pensar, porque razão os herdeiros dos Hospitalários não aderem à NATO/OTAN, certo? É, realmente, uma questão relevante mas para a qual a minha ignorância em geoestratégia não encontra resposta.

Nenhum jornal dedicou um dossiê a esta mudança nem ao alargado leque de consequências que ela implica. A economia, a defesa, o ambiente... Quais as implicações da substituição da representação monegasca pela dos terríveis guerreiros mediterrânicos? O Governo não diz nada? Será que tenho de ver o programa da Fátima Lopes para que a Maya me possa esclarecer?

(será que a Maya já foi a alguma recepção da Embaixada do Mónaco? E, em caso afirmativo, foi antes ou depois do "enchimento"?)

Perguntas, perguntas...

Vontade de chatear (5)

Ainda há poucos dias deixei aqui uma imagem de uma passadeira bloqueada por uma carrinha de uma empresa de segurança e eis que, hoje, deparo com outra situação semelhante. A empresa é outra (Loomis), a estupidez é a mesma.

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

P.S. - pode ser uma táctica para, em caso de assalto, os ladrões não fugirem... :)

Os senhores do caos

Quando pensamos em determinados países, imediatamente se forma à nossa frente um quadro composto de lugares-comuns ditados pela imagem que a comunicação social nos dá dos povos que habitam naqueles... dos seus hábitos, dos seus feitos culturais, dos produtos que a terra dá, etc. O Brasil é um país de samba, futebol e praia; a França empilha queijos e garrafas de vinho junto à Torre Eiffel; a América vive para comer hamburgueres e andar aos tiros; os Russos têm vodka no lugar do sangue... E por aí adiante.

Escapando um pouco a esta tendência, determinados países, por força do pouco conhecimento que se tem deles, não chegam a ocupar um lugar marcante no nosso imaginário, vivendo numa semiobscuridade sobre a qual só ocasionalmente se faz alguma luz. Da Noruega sabemos que vem o bacalhau e pouco mais. Vive-se lá bem, dizem os estudos económicos e fica por aí o conhecimento do cidadão médio. Mas... eis que, em meados dos anos 90, um pequeníssimo grupo de adolescentes e jovens adultos noruegueses, influenciados pelo que se tinha convencionado chamar Black Metal, surgido à volta de nomes como os Venom e os Mercyful Fate (depois King Diamond), resolve dar um passo na direcção do extremismo sonoro, abdicando da "suavidade" musical que o Heavy Metal praticado pelos nomes anteriormente indicados tinha e deles extraindo, apenas, o imaginário feito de referências às "artes negras" e à violência, ou seja, o conteúdo temático que transformava o comum "Heavy" em "Black". Ninguém imaginaria, então, que as diversas bandas que se formaram iriam, com o seu pesadelo sonoro feito da quase ausência de musicalidade e letras gritadas e guinchadas, colocar a Noruega no clube dos estereótipos.

Hoje em dia, qualquer fan de Metal associa o próspero país nórdico ao Black Metal, da mesma forma que nenhum apreciador de Jazz deixará de pensar nos EUA quando ouve a sua música de eleição. A Noruega passou, portanto, a ser a pátria do bacalhau e daqueles tipos de cara pintada de branco...

Mas, o que foi e o que é o fenómeno do Black Metal Norueguês? Como começou? Porque razão nasceu e cresceu a ponto de ser considerado uma verdadeira ameaça pelas autoridades nacionais? Em que medida afectou a sociedade? São perguntas como estas que o americano Michael Moynihan e o norueguês Didrik Soderlind fizeram e às quais tentaram responder na sua obra "Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground". A primeira edição remonta já ao distante ano de 1998 mas, em 2003 houve uma reedição, com a inclusão de algum material e a actualização de outro. Livro bem escrito, feito em grande parte de entrevistas aos intervenientes nos momentos mais
dramáticos do movimento (os assassínios de pelo menos duas pessoas e os incêndios em dezenas de igrejas), nunca deixando de manter uma exemplar objectividade e imparcialidade perante todas as partes envolvidas - fossem elas os músicos, as autoridades ou a igreja -, fazendo um interessantíssimo enquadramento histórico das tradições folclóricas de diversos povos (com particular enfoque na mitologia nórdica) e nunca procurando qualquer tipo de sensacionalismo que mataria, à nascença, a credibilidade da obra.

Ironicamente, o livro ganha o seu nome (Lords of Chaos) a partir de um episódio com origem num grupo de adolescentes americanos que se entregaram ao terrorismo urbano, naquele que é, provavelmente, o único momento menos conseguido do livro por via da inexistência de associação ao Black Metal. Esquecendo este pormenor, os autores procuraram as ligações existentes entre o BM norueguês e movimentos similares nos países vizinhos, com particular destaque para a Suécia e a Alemanha, expondo uma teia de ligações perigosas entre violência musical e política (como é o caso da aliança informal entre grupos racistas e os defensores do inferno na terra através da música), nunca perdendo de vista a contextualização de todos os eventos e, sobretudo, evitando juízos de natureza moral.

Tendo sido um trabalho jornalístico que prima pela frieza dos factos, a obra em consideração torna-se indispensável para quem queira compreender o fenómeno do Black Metal em geral e da sua versão mais extrema em particular, surgida numa sociedade que as páginas de "Lords of Chaos" acabam por denunciar como extremamente conservadora e ferida de contradições incompreensíveis para o entendimento estrangeiro. Como exemplo disto, refira-se aqui o caso dos desenhos animados cuja exibição na TV foi interrompida por uma das personagens ter uma pistola, enquanto o comum dos cidadãos tem acesso fácil e legal a armas de fogo...

No decurso do livro, duas personagens surgem como pilares, não só da narrativa, mas também do fenómeno em si mesmo: Vark (ex-Kristian) Vikernes e Øystein Aarseth (mais conhecido pelo nome de guerra "Euronymous"). O primeiro, membro único da "banda" Burzum e o segundo, líder incontestado dos Mayhem, hoje apontados como os criadores do movimento. Vark e Euronymus, o assassino e a vítima. Negócios, traição, luta pelo poder, crime, ciúmes... de todos estes ingredientes novelescos se enchem as páginas de "Lords of Chaos", a ponto da luta pessoal entre estes dois homens se confundir com o próprio objecto da obra.

Os crimes de sangue, os crimes contra o património, os crimes comuns, os crimes contra o bom gosto (acrescento eu)... a história inicial do Black Metal Noruguês é feita de excessos atrás de excessos, de mentes alteradas, de ideias e ideais brutais, de imposições ridículas (rir era mal visto porque não era "malévolo") e de comportamentos de fachada cuja denúncia acaba por devolver aos intervenientes uma espécie de humanidade que se julgaria de outra forma impossível.

"Lords of Chaos" não é um livro sobre música. É uma obra sobre a sociedade e sobre a forma como a mesma influencia a música e é, por sua vez, por ela contaminada. É a exposição (e não denúncia) da interpenetração de correntes filosóficas (satanismo, individualismo), religiosas (cristianismo, paganismo), culturais (a mitologia e o folcore nórdicos) e políticas (nazismo, nacionalismo) que, numa amálgama por vezes difícil de justificar, originaram um movimento "underground" que ultrapassou a barreira "teatral" do espectáculo para sair à rua e marcar com violência e fogo um território próprio contruído pela sublimação da negação e da oposição aos valores instituídos.

"Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground" - uma leitura fundamental!