Moonspell no Hard Rock Café (Lisboa)

Os Hard Rock Café sempre me pareceram uns sítios estranhos, feitos a pensar em turistas amorfos que gostam de se enfiar em locais aparentemente cosmopolitas na expectativa de se divertirem "à americana". Aberta há anos, a versão lisboeta da cadeia de restaurantes que ocupa o edifício do antigo Cinema Condes nunca tinha conseguido fazer-me entrar (isto apesar das minhas constantes passagens pelo local). Preços caríssimos, grupos de turistas à porta, consumidores parolos a comprarem recordações de um restaurante (!) e a consciência de que, onde quer que seja, de "Hard Rock", o local só tem o nome sempre me fizerem olhar com desdém para o espaço. Aliás, tendo já passado por vários em diversos pontos do mundo, só por uma vez, e em perfeito desespero de causa (muita sede a más horas) acabei por cruzar a entrada de um destes supostamente "míticos" locais. Mas lá chegou a altura em que uma muito boa razão me convenceu a ir conhecer o HR de Lisboa: um concerto de Moonspell...

Integrado numa iniciativa de "solidariedade" da SIC, o espectáculo cujas receitas reverteram inteiramente a favor de causas sociais, estava limitado a pouquíssimos ingressos e foi com a sensação de alguma sorte que consegui comprar uma entrada alguns dias antes. Como já escrevi, os lugares eram poucos, o preço era simpático (dez euros) e a perspectiva de um concerto "familiar" era óbvia. Esta, comprovou-se logo à chegada, com a circulação dos elementos da banda pelo recinto, conversando com fans e gente conhecida, no que já vai sendo costume em eventos onde a banda da Brandoa esteja presente. Com maior ou menor simpatia pessoal, os integrantes da nossa mais conhecida formação metálica parecem cultivar uma proximidade com o público que só lhes fica bem. Vedetismos são sempre coisa a evitar e, no caso de Fernando Ribeiro, a naturalidade com que aceita que metam conversa com ele num concerto ou numa bicha para o teatro é sinal de alguém que tem os pés na terra e compreende que a estafada frase "nós devemos tudo aos nossos fans" não é um mero chavão mas sim uma realidade a ter sempre em mente.

O concerto começou às 23:30, com o habitual atraso que faz parte do charme do rock. A plateia estava cheia e, no 1º andar, quem optava por um ambiente mais calmo encostava-se ao parapeito para ter uma visão privilegiada da banda que enchia um minúsculo palco com a sua presença. Formação compacta, bloco sólido de talento, transmitindo uma imagem forte por oposição à dispersão habitual em cenários de maiores dimensões, os rapazes dos arredores da capital cedo agarraram o público com uma actuação directa e sóbria, despojada de quaisquer artifícios e quase nos remetendo para a simplicidade original de uma banda de garagem actuando perante um público de bairro. Este, segundo a organização, foi responsável pela primeira casa-cheia conseguida pelo Hard Rock Café de Lisboa o que levou a basta troca de parabéns entre organização, público e banda.

Abrindo o espectáculo com o clássico "Opium", imediatamente se notou aquele que terá sido o único problema da noite e que a assombrou do princípio ao fim: a falta de som na voz. Tentar perceber o que Fernando Ribeiro cantava era tarefa difícil, mesmo para quem como eu se muniu antecipadamente de uns bons tampões para os ouvidos (a idade torna-nos "ratos"). Os instrumentos abafavam completamente o vocalista e só quando as hostilidades cessavam para os inevitáveis intervalos entre as músicas é que se conseguia entender o que o sempre afável líder da banda dizia. Não se percebe como é que é possível proporcionar a um público (ainda por cima pagante) tão más condições no que respeita a algo que é absolutamente essencial. Os Moonspell não são uma banda que se dedique a música instrumental e, portanto, a voz tem de ser ouvida. Sem ela, os temas despem-se do seu interesse.
Tentando por de lado tão grande problema, há que notar também a ausência das teclas já que Paixão se dedicou exclusivamente à guitarra. E, em abono da verdade, não se lhes notou a falta no meio de toda aquela muralha de som produzida pelas más condições acústicas do local. Compensando tudo isto, o grupo teve como convidada uma vocalista feminina que juntou a sua voz a temas como, por exemplo, Scorpion Flower e Luna. Fê-lo para gáudio dos nossos ouvidos e - porque não dizê-lo? -, dos nossos olhos.

Durante a hora que durou o espectáculo, desfilaram temas como os já acima referidos Opium, Scorpion Flower, Luna e ainda Everything Invaded, Abysmo, Night Eternal, entre outros (com visitas ao sempre esquecido álbum Butterfly FX). Para finalizar em grande, o muito pedido Alma Mater.

Pelo meio, ficou a oferta de variadas camisolas da banda, lançadas a partir do palco por um dos assistentes da banda que as tirava de um saco do Lidl - vendem-se lá? :) - enquanto Fernando Ribeiro afirmava que aquilo não era um acto de "caridade" mas sim um agradecimento que se impunha (quem apanhou as camisolas também agradeceu, concerteza) e ainda, umas curtas brincadeiras com temas dos Megadeth, aquando de uma pausa entre músicas, aproveitada por Ribeiro para perguntar quantas pessoas ali presentes tinham estado na noite anterior no Atlântico (Judas Priest + Megadeth + Testament). Foi pena que o vocalista não aceitasse a "provocação" dos restantes membros da banda e alinhasse num dos temas ali rascunhados, nomeadamente "Wake up dead". Perdeu-se a oportunidade para um momento original.

No fim, cumprido o espectáculo, satisfeitas as hostes, subiu ao palco a responsável pela organização, para os agradecimentos da praxe, o sorteio de uns óculos de sol (!) e o apelo à compra de rifas para uma guitarra autografada pela banda. Terminado este momento, Fernando Ribeiro virou-se para o bar e disse "E agora, cinco caipirinhas!"

Foi uma boa noite.
Hoje deixo aqui a sugestão de visita a um site que é uma verdadeira festa!

Entrem e divirtam-se com a animação que nos é mostrada :)

Aceder à Hema: http://HEMA.nl
Nem só os namorados sentem necessidade de publicitar o seu amor...

Bolo de chocolate

Para que ninguém possa dizer que este blog não trata de tudo e mais alguma coisa que me passe pela cabeça, fica aqui uma estreia absoluta: uma receita culinária!

Estão com fome, apetece-vos uma guloseima? Pois bem, usem o melhor amigo do calão (i.e., o microondas) e preparem numa simples caneca um apetitoso bolo de chocolate, em apenas 5 minutos. :)

Para o efeito, munam-se dos seguintes ingredientes:

4 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1 ovo
3 colher de sopa de leite
3 colheres de sopa de óleo

e... (o mais importante): 1 caneca !


Agora, mãos à obra!


1) Numa caneca coloque a farinha, o açúcar e o chocolate em pó e mexa bem



2) Junte 1 ovo e continue a mexer bem



3) Junte o leite e o óleo e, claro, mexa bem



4) Coloque a mistela no microondas (potência máxima: 1000 watt) e deixe a coisa lá ficar durante uns 3 minutos

Convenhamos que, para nome próprio, "Putas" é assim a modos que... desagradável.
Estará ele a rezar por um belo bife? :)

Dinheiro, onde?

Trabalhando em informática, é natural que me interesse por actualidades do sector. Por indicação de um colega, fui ao site Peopleware (que, apesar do nome, é português) e comecei a ver o que por lá havia. Gostei da coisa e acabei por dar por mim a comentar as notícias: as pessoas parecem ser minimamente civilizadas e há um certo espírito de troca de ideias. Até aqui, tudo normal. A surpresa veio quando, mais tarde, consultei as estatísticas do meu site: o número de visitantes tinha disparado. Mais do que isso, havia alguns visitantes que liam muitas páginas e passavam bastante tempo nisso. Óptimo!, pensei, é para isso que escrevo, para que alguém leia. Pensamento puxa pensamento e lembrei-me de que tenho publicidade no blog. Querem ver que, finalmente, estou a ganhar dinheiro? Ansioso, acedo ao Adsense para, surpreendentemente, verificar que, apesar das centenas de páginas vistas, ninguém, - repito -, absolutamente ninguém carregou, sequer, nos anúncios! Bom, já se viu que não é assim que consigo ir de férias ou mudar de carro ou ter uma reforma confortável...

Um dia, ainda hei-de apanhar um daqueles tipos que diz ganhar fortunas com a publicidade na internet e perguntar-lhe - sob ameaça física -, qual o seu segredo... acho que ele vai confessar que, afinal, não há nenhum e que ele está tão teso quanto eu... :)

Ora aqui está uma imagem que não se vê todos os dias:o "espelho de água", em Belém, completamente seco.

Para quem sempre se perguntou se morreria afogado caso lá caísse, fica aqui a resposta: não. :)

A Malta e o Mónaco

Passeando pela Rua da Junqueira fui, subitamente, bloqueado pela constatação de um acontecimento da maior importância e cuja falta de divulgação na comunicação social vem, mais uma vez, provar como as coisas verdadeiramente importantes são deixadas para segundo plano para que outras, de cariz mais mundano, tomem o lugar delas. Pois bem, no palacete na foto funcionava (desde que me lembro de mim), a Embaixada do Mónaco mas, agora, a representação da potência socialite foi substituída pela da poderosíssima Ordem Militar Soberana de Malta.

Sim, sei no que estão a pensar, porque razão os herdeiros dos Hospitalários não aderem à NATO/OTAN, certo? É, realmente, uma questão relevante mas para a qual a minha ignorância em geoestratégia não encontra resposta.

Nenhum jornal dedicou um dossiê a esta mudança nem ao alargado leque de consequências que ela implica. A economia, a defesa, o ambiente... Quais as implicações da substituição da representação monegasca pela dos terríveis guerreiros mediterrânicos? O Governo não diz nada? Será que tenho de ver o programa da Fátima Lopes para que a Maya me possa esclarecer?

(será que a Maya já foi a alguma recepção da Embaixada do Mónaco? E, em caso afirmativo, foi antes ou depois do "enchimento"?)

Perguntas, perguntas...

Vontade de chatear (5)

Ainda há poucos dias deixei aqui uma imagem de uma passadeira bloqueada por uma carrinha de uma empresa de segurança e eis que, hoje, deparo com outra situação semelhante. A empresa é outra (Loomis), a estupidez é a mesma.

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

P.S. - pode ser uma táctica para, em caso de assalto, os ladrões não fugirem... :)