Casadinha de fresco

Há pessoas que, decididamente, não sabem estar. Então não é que a Clara de Sousa, a "pivô" (também se chama isto àqueles dentes postiços que se atarracham nas gengivas), resolveu casar-se e não convidou o país para a cerimónia? A culpa deve ser do Figo com aquele casamento às escondidas... criou escola, já se vê.

Felizmente, existem órgãos de comunicação social - como o 24 Horas -, que cumprem o sagrado dever de informar. INFORMAR, meus amigos, que a informação é um direito inalienável que, se não está na constituição, devia estar, pelo menos. Podiam tirar aquela coisa do socialismo e por lá "Portugal é uma sociedade de informação e todo o cidadão tem como dever contribuir para o fluxo de notícias com, pelo menos, dois ou três casamentos públicos ao longo da vida". A Clara de Sousa já vai, parece-me, no segundo e, portanto, seria uma cidadã exemplar, se não fosse este deslize, esta gaffe de fazer as coisas à socapa.

Bom, vamos aos factos:

1) a vistosa pequena (muito melhor ao vivo) chama-se agora Clara Marques de Sousa Marques. Repararam na repetição do apelido? É chique, aposto.

2) Os filhos da Clarinha não assistiram ao casamento. Isto é bom porque permite especular sobre a aceitação do evento por parte das crianças. Dá para vender jornais, estão a ver?

3) O casamento foi em casa de um amigo. As vantagens são que se poupa "bué da dinheiro" e controla-se melhor as fugas de informação. Ou seja, em vez de os jornalistas andarem a rondar a igreja, manda-se alguém à cozinha entregar croquetes com mensagens dentro: "A Clara está radiante", "A Clara está a usar um vestido até aos pés", "O André [o noivo] deu-lhe um beijinho antes de tempo", "Os croquetes estão uma merda - não o comas depois de ler a mensagem"...

Ah, a informação...

Mais do bom

Mais um graffito de qualidade e, desta vez, com patrocínio institucional. Em boa verdade, trata-se de uma pintura mural e não propriamente de algo feito à socapa mas, ainda assim, insere-se um pouco no espírito de pintura urbana.

Este caso, à vista na Rua de São Bento (Lisboa), perto do Largo do Rato, mostra como é possível melhorar o aspecto de um prédio e, consequentemente, da sua envolvente, colocando arte numa parede que, de outra forma, seria apenas um obstáculo visual.

Já vi lá por fora belos exemplos desta solução, nomeadamente em Lyon (França).

Porque não fazer mais coisas destas?

Curioso é que tenha sido uma instituição absurdamente inútil (UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) - uma daquelas coisas que se fazem com pompa e circunstância só para justificar mais uns cargos -, a estar na origem desta pintura.

Curtas (18)

Publicidade na rádio:
O fashion adviser mostra-te a jean mais cool na fashion week


Mas... não se pode exterminar esta gente?

Vontade de chatear (6)

O ego dos tugas é, decididamente, uma coisa que ocupa muito espaço...

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

Graffiti do bom!

Por norma sou contra os Graffiti. Não somente aqueles feitos de rabiscos mais ou menos elaborados mas todos os Graffiti. A ideia de alguém andar a impor os seus desenhos a toda a gente, sem respeito pelos proprietários dos imóveis ou pela sensibilidade estética dos passantes é-me repugnante. Quando chegamos a fenómenos como os Graffiti nos comboios, aí então, é puro vandalismo.

Mas, de vez em quando - muito de vez em quando -, cruzo-me com "bonecos" que, pelo enquadramento ou particular mestria no desenho, fazem-me parar e apreciá-los enquanto obra. Este exemplo que mostro aqui está "para visitas" na Rua de São Sebastião, em Lisboa, numas escadinhas que fazem a ligação à Rua Filipe Folque, junto a umas instalações da CML.

Aconselho a visita! ;)

Moda contra a gripe

Violência doméstica

A perturbante notícia que o ainda mais perturbante jornal (agora revista) "24 Horas" nos traz hoje é de nos deixar a pensar.

Nuno Guerreiro, o estridente vocalista do extinto grupo Ala dos Namorados foi brutalmente espancado pelo "amor da sua vida", a ponto de ir parar quatro dias ao hospital. Coisa feia, portanto, e que merece condenação geral, mesmo que a ideia daquela voz horrível não se ouvir durante alguns tempos seja algo de agradável para os meus ouvidos.

A situação aconteceu há cerca de um ano mas o músico escondeu o caso recorrendo a maquilhagem (desculpas, pá!). Agora veio, finalmente, cumprir o serviço público de divulgar o ocorrido, quiçá motivado por uma das frequentes campanhas contra a violência doméstica.

O Nunocas, que já não é virgem em cenas bas fond (já foi parar à esquadra algemado - oh, fantasias! -, devido a pancadaria numa pastelaria em Alcântara), queixou-se de falta de apoio dos seus antigos companheiros da "Ala". Compreende-se. Ainda devem estar a rir-se imaginando os fininhos "acudam-me" no meio da peixeirada.

Mas, este caso veio provar, à saciedade, várias coisas:

1) A violência doméstica do tipo físico é praticada quase exclusivamente por homens
2) Também há homens vítimas de violência doméstica
3) Ter cães pittbull não é sinónimo de segurança
4) Guerreiro, é mesmo só nome
5) O 24Horas mudou de formato mas continua um jornal tão nojento quanto antes
6) O João Gil fez bem em acabar com a Ala dos Namorados, com a Filarmónica do Gil e com a Catarina Furtado. Só fez mal em não acabar com o Nuno Guerreiro, também.

Quanto ao "amor da vida" de Nuno Guerreiro, já deve estar a ensaiar a sua defesa no programa da Fátima Lopes: "Eram os copos que ele insistia em partir... aqueles agudos, meu deus! Já não tínhamos louça!"

Mas Nuno, o Guerreiro (e cujo nome artístico vai passar a "Warrior" - upa, upa), não perdeu a pica e já anunciou que "(...)agora estou numa fase em que me apetece arrancar a camisa, rasgar-me todo(...)".

Depois, queixa-te...

Lá está ela...

Como todas as pragas, parece que também a pequenita Maddie (ou os pais dela) insiste em nos atormentar ciclicamente: ela são os seis meses, o ano, o ano e meio, os dois anos passados sobre o "rapto"...

Agora, para comemorar os dois anos do rapto, surgiu um novo retrato-robô, com uma personagem saída da banda desenhada que dá ares do Goebbels acabado de sair da cama e com um ataque de bexigas.

Entretanto, dizem as más línguas que, desde que o casal McCann reincidiu na presença no programa da ex-gorda Oprah, o fundo para descobrir a miúda (e que já estava depauperado) ficou bastante mais aconchegado. Isto é bom, convenhamos. A única coisa má no assunto é que parte do dinheiro servirá, de certeza, para fazer cartazes com a cara da pequena e voltar a poluir as ruas do Algarve.

(O que será preciso para ir ao programa da Oprah? Davam-me jeito uns tostões já que ninguém carrega nos anúncios do AdSense...)

Quanto à raptada/morta/eclipsada/fugida e mais não sei quê Maddie McCann, só me apetece dizer:

"Ó Maddie, vê lá se desapareces!..."

Pérolas do match.com (6)

Cada vez mais me convenço de que esta coisa dos sites de encontros é, mesmo, uma tanga, feita para levar alguns (homens, sobretudo) a pagarem pelo acesso a serviços que, depois, não lhes servem para nada porque, ou as meninas são muito finas (aparentemente, ainda não perceberam porque estão na net...) ou os perfis não passam de engodos colocados por brincalhões/vigaristas. Existe um terceiro caso que é o dos perfis colocados pelos próprios sites e que, parece-me, é bastante comum.

Mas, concentremo-nos nos perfis "difíceis". Escrevo "difíceis" porque há um grupo de meninas para quem, aparentemente, nenhum homem é suficientemente bom. Algumas delas estão no match.com há anos (!) e continuam a aceder a um ritmo diário, mantendo vivo o seu anúncio. Outras há que aparecem, desaparecem... e, ao fim de um mês, estão de volta. As primeiras pecarão por excesso de exigência, as segundas... por falta de jeito nas escolhas?

É claro que mulheres existem aos montes nestes sites (e homens, também) mas não deixa de fazer espécie que raparigas com bom aspecto não consigam desencalhar-se deste meio de tentar arranjar par. Como já escrevi anteriormente, é minha opinião que uma mulher bonita que recorra a meios como a internet para encontrar a sua cara-metade, é porque tem problemas mas até pode haver excepções, sei lá.

No match.com, as "montanhas" minhas preferidas são as seguintes:
Susana_348, mariebr, Ragazza_pt, kiki_lx, LUA_CRAVO, Luninha191072, marquessofia, fadangelical.

O tempo passa, passa e elas sempre por ali...

Playboy Portugal - nº 2

E ao segundo número, quase tudo na mesma...

À primeira vista, a capa com a loura Cláudia Jacques é de nos fazer estacar. "Eh lá, que isto melhorou!". A pose é desinibida - atrevida, mesmo -, e a imagem da bela quarentona domina a capa, quase como quem nos vai saltar para cima. Dá para ver que houve uma verdadeira reviravolta lá para a redacção da Playboy Portugal.

Alguém deve ter ouvido das boas...

Só que, depois, conferindo as fotografias disponíveis na internet (comprei o nº1 e chega), a montanha pariu um rato. É que, mais uma vez, a política da perninha à frente impôs-se, para desilusão de todos quantos esperam que uma revista "para homens", mostre mulheres em nu integral.

Certo, ela aparece, de facto, nua mas é como se não estivesse. Já aqui deixei esta ideia quando escrevi sobre o nº 1 da revista (ler o post) e mantenho-a. Afinal de contas, as "dançarinas" dos casinos também andam nuas mas ninguém nota, pois não?

Já mais fiel à natureza da revista esteve Margarida Gonçalves, não fugindo ao nu integral e frontal e arriscando mesmo uma pose a roçar o porno. Ninguém lho pedia mas também ninguém lho censura.

Curioso é notar a insistência na quase ausência de pelos púbicos. Como já é a quarta modelo, pergunto-me se é moda entre as beldades nacionais ou se se tratará de política da revista (esperemos que não!).

Como a canção do Marco Paulo, esta edição da Playboy Portugal tem dois amores: uma é loura, outra é morena.

Cabe a cada um decidir qual das beldades prefere. Por mim, ficava com as duas mas... como isso era capaz de levantar questões de ciúmes, fico antes à espera do nº3 para ver se aparece mesmo alguma coisa de arromba...