Êxito fulminante

Isto, meus amigos, é um gráfico relativo ao número de pessoas que, nos últimos tempos, tiveram o despudor de se afirmarem "seguidoras" deste blog. Como vêem, trata-se de uma situação que, à luz de todos os critérios económicos e estatísticos que regem a nossa decadência, pode ser considerada como um êxito fulminante, capaz de remeter para as catacumbas reservadas aos falhados até mesmo os maquinais chineses.

É que o número de seguidores não pára de subir! Era um, passou a dois, saltou logo para três...

PS - porque é que o número quatro está um milímetro acima dos outros? (faz confusão, não faz?)

As fronteiras da Europa

De vez em quando é trazida à baila a velha expressão hitleriana "Fortaleza Europa", sempre fora do contexto que lhe deu origem, quase sempre utilizada como forma de encurralar adversários "políticos" numa espécie de beco ideológico de má-fama, de onde só se sai com forte penitência humanista e actos de contrição ditados pela esquerda mais ou menos radical.

A "Fortaleza Europa" do ditador alemão era um conceito ditado pela lógica de guerra e que tinha a sua expressão física nas fortificações construídas para impedir uma invasão dos territórios europeus conquistados pelos Nazis. Era algo de contra-natura porque, sendo europeia, era, ao mesmo tempo, um obstáculo a outros europeus e porque tinha origem numa sequência de eventos de destruição (a 2GM), cuja natureza revoltante atribuia um cunho funesto à ideia de "defesa do continente". Esta defesa era a de um regime homicida perante a reacção das forças que lutavam pela liberdade, logo, a "Fortaleza Europa", era apenas mais uma manifestação de agressão à própria Europa.

Quando se compara a lógica de defesa militar do III Reich com eventuais políticas "anti-imigração" por parte da União Europeia ou dos seus estados membros, está-se, não só a incorrer numa desonestidade ideológica como também numa injustiça em termos morais ao vermos que vários dos países que mais sofreram sob a bota Nazi são, agora, atirados para um saco no fundo do qual estão os seus verdugos de há sessenta anos. É uma companhia indesejável, convenhamos.

Ao contrário das fortificações alemãs que protegiam a vitória da violência sobre a paz, da opressão sobre a liberdade, da máquina de guerra sobre o Homem, os conceitos anti-imigração (e quantos o serão, efectivamente, puros e duros?) não pretendem a substituição da democracia, nem a implantação de novas realidades políticas contrárias à vontade da maioria da população. Muito pelo contrário, assentam na vox populi e têm como fim a manutenção daquilo que se considera uma "qualidade de vida" europeia, entendo-se tal como um conceito lato que abarca a economia, a cultura e a etnicidade.

Mas isto dava pano para mangas e não é agora que me apetece estar (no antigo "Dia da Raça"), a entrar por esses caminhos. Se aqui trouxe esta ideia da "Fortaleza Europa" - por oposição à política de portas abertas -, é porque, recentemente, reparei nalgumas incongruências que existem na definição do que é a Europa. Ninguém põe em causa as fronteiras geográficas do nosso continente, que continuam a acabar lá nos Urais e no estreito do Bósforo mas, no que toca às políticas, a coisa já é bastante variável. Tão variável que, ao mesmo tempo que a União Europeia recusa (e bem) a entrada da Turquia no clube de Bruxelas, a UEFA estende as fronteiras da Europa até às portas da Mongólia, com a inclusão do Cazaquistão no grupo de países que disputam as competições europeias de futebol. Por sua vez, a Eurovisão chegou a estender a mão a um país tão europeu quanto Marrocos...


A concepção da Europa, segundo a UEFA

A concepção da Europa, segundo a Eurovisão


Convenhamos que é natural que os Turcos se sintam confundidos: são europeus para dar pontapés na bola e para cantar mas, quando chega aos subsídios europeus, já são asiáticos?

Qual deverá ser, então, o critério a seguir para considerar um país como sendo europeu? Assim de repente, existem dois que são habitualmente referidos:

1) Ter parte do seu território na Europa
Isto faria da Turquia, por força da Trácia, um país europeu. Mas, a ser assim, a Espanha também poderia invocar a qualidade de país africano (Canárias e territórios em Marrocos), a França e o Reino Unido seriam países Euro-Américo-Asiáticos (pelo menos) e até a Dinamarca poderia (ainda) dizer-se Americana, à custa da Gronelândia. E a lista de países europeus pluri-continentais não ficaria por aqui...


2) Ter uma matriz-cultural judaico-cristã
A Igreja queria que este factor fosse oficialmente aceite como fazendo parte da europeidade. Embora o Papa nunca tenha sequer aventado a hipótese de esta característica servir de critério de exclusão, a verdade é que, a tê-la em conta, a Albânia, O Kosovo e a Bósnia imediatamente passariam a ser vistos de soslaio. Que dizer da Turquia, então...


De tão rápida e incompleta "análise" já se vê que a justificação do "acesso" à Europa é difícil utilizando apenas um dos critérios acima mencionados. Poder-se-á dizer que nenhum país europeu quer ser africano ou americano - mesmo que possua territórios nesses continentes -, mas que o contrário já seria espectável. E isso é verdade. Mas o princípio está lá e a Rússia é considerada um país essencialmente europeu, apesar de a maior parte da sua gigantesca massa territorial se encontrar no continente asiático. Porque não a Turquia, então? Porque a Rússia acaba por satisfazer os dois critérios (território e cultura), porque a sua parte europeia é enorme, porque a sua capital está na Europa e porque há muito que faz parte da Europa política. No caso da Turquia, nada disto se verifica.

Porquê baralhar, então, o que poderia ser relativamente simples? O bom-senso seria suficiente para entender que a Turquia não é um país europeu, ainda que possa ter um pé na Europa. Mas, como se percebe, bom-senso é coisa rara, e as modestas contribuições da UEFA e Eurovisão para a confusão dão bem a noção do estado das coisas...


P.S.: chamar "ditador" a Adolf Hitler não está propriamente certo já que ele foi eleito pelo voto democrático, algo que o distingue (bem como a todo o fenómeno nazi) dos habituais ditadores. Digamos que o uso do termo foi uma concessão ao politicamente-correcto...

Imagens e Visões

Quem gosta de fotografia, certamente encontrará no blog "Images & Visions" (apesar do nome, é brasileiro), muita coisa por onde passear os olhos.

Desiludam-se os mais fogazes, a ideia deste site não é mostrar meninas bonitas mas sim fotografia "séria". E se é verdade que, muitas vezes, as duas coisas coincidem, no "Images & Visions", isso não costuma acontecer. Não senhor, aqui mostra-se olhares do mundo através de fotografias jornalísticas, olhares de realidades mais ou menos inventadas através de construções artísticas, momentos roubados a gente anónima ao virar de uma esquina... é da arte da "escrita com a luz" que aqui se fala.

Veja o blog aqui: imagesvisions.blogspot.com

O verdadeiro Black Metal

Este sim, é o verdadeiro "true BLACK metal" !!!
[ pobre Vikernes... :)) ]

Iron Maiden acústico

Ora aqui está uma coisa que não se vê muitas vezes: os reis do heavy metal com a electricidade desligada!

A música não é das melhores mas o vídeo tem um ambiente muito agradável.

Google Insights

O Google não pára de nos surpreender. A ferramenta "Google Insights for Search" não é nova (já vem de 2008) mas só agora a estive vendo bem. É, sem dúvida, uma óptima ajuda para os produtores de conteúdos, nomeadamente os generalistas.

O Google Insights permite-nos ver estatísticas relativas aos termos mais procurados na internet, por período, país, região. Enfim, é uma janela aberta para a descoberta do que são os interesses dos milhões de pessoas que usam o Google a cada momento.

Vale certamente uma visita e um cuidado estudo.

Isto é honesto?


Vinha eu guiando pela cidade quando, num sinal, me aparece esta imagem à frente. Não foi um sonho ou uma aparição, foi mesmo um grande cartaz publicitário, ali, à beira da estrada para que todos passem e possam distrair-se um pouco do carro que vai à frente.

E eu pergunto: publicidade desta é honesta? O que faço agora? Compro um biquini igual ao da Giselle Bündchen para vestir uma cadeira ou vou discretamente à casa-de-banho perder este sorrisinho palerma com que estou?

O blog da Jo-Ana

É oficial: o aospapeis.blogspot.com tornou-se o blog não-oficial da Ana Malhoa (brincadeirinha...) Eu não o esperava, eu não o queria mas a verdade é que o meu post sobre a possível aparição desnudada da cantora pimba nas páginas da Playboy PT converteu-se, até ao momento, no maior êxito editorial desta casa, a ponto de o primeiro lugar no Google para pesquisas por "Joana Malhoa" pertencer à minha imerecedora presença internética.

Repararam que eu escrevi "Joana Malhoa", certo? É que, aparentemente, há muita gente a fazer confusão com o nome...

A rivalizar com o citado post só mesmo outro relativo ao espancamento de Nuno Guerreiro.

Isto deixa-me a pensar, que raio... :|

Quantas por minuto?

Numa altura em que se fazem apelos gerais a uma maior produtividade, em que todos somos confrontados com uma nuvem de crítica à nossa maneira mais "descansada" de estar, é bom saber que há quem se preocupe em fornecer-nos ferramentas para medir objectivamente o nosso desempenho.

Neste caso, não se trata de trabalho mas sim de outra actividade ainda mais importante: sexo!

E porque é o sexo mais importante? Porque, basicamente, passamos a maior parte do tempo a sermos fodidos e a foder os outros, portanto, há que saber se somos mesmo bons na matéria e, se não formos, ficamos com uma indicação para treino...

O "Sex Counter Cock Ring" (em Português, qualquer coisa como "Anel contador sexual pichótico") permite-nos saber exactamente quantas "marteladas" por minuto damos quando nos entregamos aos prazeres de Afrodite (quem tem hipótese para isso...).

Com esta espantosa invenção à venda na Love Honey, podemos ter, finalmente, um indicador fruto de uma medição científica, algo de palpável, objectivo, com o qual possamos apresentar-nos perante candidatas a apaziguadoras da nossa líbido: "Sabes, dou 100 por minuto..."

Quando o mar é celestial

Clark Little é um fotógrafo americano, morador no Hawaii, a quem um dia a mulher pediu qualquer coisa para por na parede. Clark saiu para a rua, munido de uma máquina fotográfica, e começou a fotografar as enormes ondas das ilhas onde vive e dá corpo à paixão pelo surf. O resultado foi o início de uma carreira captando a enormíssima beleza das vagas do Pacífico.

São fotos que nos fazem entrar noutro mundo, as que Little tira. Qual delas a mais bonita?

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