Parecenças


Estes dois - Robbie Williams e Emma Watson -, podiam ser irmãos (ou pai e filha).

Pontos nos iiis


Vamos lá por os pontos nos iiis, rapaziada. Há coisas que não se admitem e essa confusão que por aí anda entre playmates e "coelhinhas" tem de terminar!

Parem lá de chamar playmates à Ana Malhoa e à Mónica Sofia e denominem-nas pelo termo correcto: "coelhinhas". Essa projecção freudiana (se não é, fica bem dizê-lo, à mesma) que vos leva a chamar "companheiras de brincadeira" às raparigas que vos fazem o favor de se despir nas capas da Playboy já farta. Playmates são as menos conhecidas pequenas que aparecem nas páginas centrais, estão a ver? Aquelas que acabam nas paredes das oficinas ou a zelar pelos motoristas de camião, marcadas com um "Miss Maio", "Miss Outubro". Daí a ideia de "brincadeira"... por causa do que passa pela cabeça do pessoal cada vez que se cruza com o desdobrável dominando o sítio onde está afixado.

As outras, as outras são coisa mais fina... "Coelhinhas", portanto.

Curiosamente, aqui no país ao lado chamam "coelho" ao... bom, vocês percebem, né? E isto leva-me a pensar que em Inglaterra lhe chamam "gato" e na América "castor" e nós "rata"... Oh meu Deus, as mulheres encerram um verdadeiro jardim zoológico!

Declaração de amor


Quero aqui fazer, publicamente, uma declaração de amor ao meu PDA.

Sim, confesso que não posso viver sem ele, que o mundo não seria mais o mesmo sem que, várias vezes por dia, ele apitasse daquela forma irritante como um pai que chama a atenção a um filho para as coisas mais simples: envia um email, vê um site, telefona ao não-sei-quantos, olha que se faz tarde para o concerto, já levaste o carro à inspecção?, acorda que tens de ir trabalhar...

O meu PDA é, para mim, como a televisão é para os desinformados: aquilo que ele não me diz, é como se não existisse; tudo o que ele me mostra, é que interessa. Sem a agenda onde vou guardando os mais pequenos interesses convertidos em tarefas com direito a aviso 30 minutos antes, o meu mundo reduzir-se-ia aos restos de uma festa onde, na melhor das hipóteses, chegaria sempre inevitavelmente atrasado. É o meu PDA que me assegura a vitória sobre o esquecimento das coisas que me podem distrair da monotonia diária.

E quando viajo, quando me sento atrás do volante, é novamente o PDA que me guia para o destino, ordenando-me mudanças de direcção num tom docemente imperativo. Se não fosse o GPS que o meu PDA tem, teria de parar a cada 10km para consultar o mapa e não poderia degustar relaxadamente a condução e a paisagem. Eu andava perdido antes de o ter encontrado, agora, perco-me de amores por ele.

Quando do turbilhão das minhas ideias alguma se destaca, é no PDA que a anoto, assegurando que ela sobreviverá à emergência de um novo pensamento.

E se alguma coisa de inútil tem o maravilhoso aparelho que aqui elogio, é o telefone que, qual apêndice, por vezes se inflama num exageradamente sonoro toque que, espalhando as suas ondas de choque pela sala, me desperta (e aos outros) da confortável letargia a que me entrego. Mas, felizmente, no meu telefone as chamadas são como gotas de chuva desviadas pelo vento: calha levar com alguma de vez em quando.

Adoro-te PDA e preocupo-me contigo quando começas a dar sinal de falta de bateria. Sinto que me foges, que me faltas, e corro a trazer-te de novo à vida para que me continues a acompanhar com a tua vigilante presença.

És o meu grilo, a lembrança oportuna que não falha, o aviso premente que chega... Perdoa-me se às vezes te não ligo, se te respondo com um "fica para depois", se me esqueço de te consultar... mas todos temos cardos que nos tornam distantes e se a memória me falha e não te procuro, a culpa não é tua que me esperas serenamente no sítio do costume mas sim minha que tardo em me encontrar.

A moda dos problemas

Já se esperava que isto acontecesse. Um Airbus caiu no meio do Atlântico e lá começam a surgir as notícias de avarias e azares com aviões do mesmo fabricante. Não é que esses problemas não acontecessem antes da tragédia em águas brasileiras. Não, o que se passa, agora, é que os jornalistas acham que tudo que envolva um Airbus e que implique uma gravidade superior a uma unha partida, tem de ser comunicado à população!

Só hoje, foram dois casos: um avião que aterrou de emergência nas Canárias com um problema num motor e um outro onde deflagou um incêndio na cabina dos pilotos. Feridos? Não houve, sequer, mas isso pouco importa porque o que interessa é dar continuidade ao habitual jogo jornalístico de semear o medo e a desconfiança junto do público...

A Boeing agradece. Até chegar a sua vez...

Dançar por euros

Eu sei que aquele momento do mês em que recebo o ordenado é uma verdadeira alegria: durante mais um mês, tenho "autorização" para continuar a sobreviver sob tecto "próprio" e a permitir-me uns quantos luxos como ir três vezes por dia ao café para atafulhar o meu corpo com calorias.

Mas... daí a fazer figura de parvo como estes espécimes que aparecem na publicidade do Santander, ela parecendo que vai começar a dançar o Vira ("já cá canta, já cá canta o dinheirinho... lá lá lá, lá lá lá, é o meu ordenadinho"); ele olhando para nós como se pretendesse engatar-nos com um "recebi o ordenado, vai uma voltinha, baby?", isso é que não!

Cá para mim, o publicitário que fez esta campanha trabalha para a concorrência. Ou isso, ou o Santander acha mesmo que somos parvos. É uma questão de "target" (*), talvez...


(*) - nos tempos antigos em que éramos todos uns cinzentões sem estilo dizia-se "público-alvo"

Êxito fulminante

Isto, meus amigos, é um gráfico relativo ao número de pessoas que, nos últimos tempos, tiveram o despudor de se afirmarem "seguidoras" deste blog. Como vêem, trata-se de uma situação que, à luz de todos os critérios económicos e estatísticos que regem a nossa decadência, pode ser considerada como um êxito fulminante, capaz de remeter para as catacumbas reservadas aos falhados até mesmo os maquinais chineses.

É que o número de seguidores não pára de subir! Era um, passou a dois, saltou logo para três...

PS - porque é que o número quatro está um milímetro acima dos outros? (faz confusão, não faz?)

As fronteiras da Europa

De vez em quando é trazida à baila a velha expressão hitleriana "Fortaleza Europa", sempre fora do contexto que lhe deu origem, quase sempre utilizada como forma de encurralar adversários "políticos" numa espécie de beco ideológico de má-fama, de onde só se sai com forte penitência humanista e actos de contrição ditados pela esquerda mais ou menos radical.

A "Fortaleza Europa" do ditador alemão era um conceito ditado pela lógica de guerra e que tinha a sua expressão física nas fortificações construídas para impedir uma invasão dos territórios europeus conquistados pelos Nazis. Era algo de contra-natura porque, sendo europeia, era, ao mesmo tempo, um obstáculo a outros europeus e porque tinha origem numa sequência de eventos de destruição (a 2GM), cuja natureza revoltante atribuia um cunho funesto à ideia de "defesa do continente". Esta defesa era a de um regime homicida perante a reacção das forças que lutavam pela liberdade, logo, a "Fortaleza Europa", era apenas mais uma manifestação de agressão à própria Europa.

Quando se compara a lógica de defesa militar do III Reich com eventuais políticas "anti-imigração" por parte da União Europeia ou dos seus estados membros, está-se, não só a incorrer numa desonestidade ideológica como também numa injustiça em termos morais ao vermos que vários dos países que mais sofreram sob a bota Nazi são, agora, atirados para um saco no fundo do qual estão os seus verdugos de há sessenta anos. É uma companhia indesejável, convenhamos.

Ao contrário das fortificações alemãs que protegiam a vitória da violência sobre a paz, da opressão sobre a liberdade, da máquina de guerra sobre o Homem, os conceitos anti-imigração (e quantos o serão, efectivamente, puros e duros?) não pretendem a substituição da democracia, nem a implantação de novas realidades políticas contrárias à vontade da maioria da população. Muito pelo contrário, assentam na vox populi e têm como fim a manutenção daquilo que se considera uma "qualidade de vida" europeia, entendo-se tal como um conceito lato que abarca a economia, a cultura e a etnicidade.

Mas isto dava pano para mangas e não é agora que me apetece estar (no antigo "Dia da Raça"), a entrar por esses caminhos. Se aqui trouxe esta ideia da "Fortaleza Europa" - por oposição à política de portas abertas -, é porque, recentemente, reparei nalgumas incongruências que existem na definição do que é a Europa. Ninguém põe em causa as fronteiras geográficas do nosso continente, que continuam a acabar lá nos Urais e no estreito do Bósforo mas, no que toca às políticas, a coisa já é bastante variável. Tão variável que, ao mesmo tempo que a União Europeia recusa (e bem) a entrada da Turquia no clube de Bruxelas, a UEFA estende as fronteiras da Europa até às portas da Mongólia, com a inclusão do Cazaquistão no grupo de países que disputam as competições europeias de futebol. Por sua vez, a Eurovisão chegou a estender a mão a um país tão europeu quanto Marrocos...


A concepção da Europa, segundo a UEFA

A concepção da Europa, segundo a Eurovisão


Convenhamos que é natural que os Turcos se sintam confundidos: são europeus para dar pontapés na bola e para cantar mas, quando chega aos subsídios europeus, já são asiáticos?

Qual deverá ser, então, o critério a seguir para considerar um país como sendo europeu? Assim de repente, existem dois que são habitualmente referidos:

1) Ter parte do seu território na Europa
Isto faria da Turquia, por força da Trácia, um país europeu. Mas, a ser assim, a Espanha também poderia invocar a qualidade de país africano (Canárias e territórios em Marrocos), a França e o Reino Unido seriam países Euro-Américo-Asiáticos (pelo menos) e até a Dinamarca poderia (ainda) dizer-se Americana, à custa da Gronelândia. E a lista de países europeus pluri-continentais não ficaria por aqui...


2) Ter uma matriz-cultural judaico-cristã
A Igreja queria que este factor fosse oficialmente aceite como fazendo parte da europeidade. Embora o Papa nunca tenha sequer aventado a hipótese de esta característica servir de critério de exclusão, a verdade é que, a tê-la em conta, a Albânia, O Kosovo e a Bósnia imediatamente passariam a ser vistos de soslaio. Que dizer da Turquia, então...


De tão rápida e incompleta "análise" já se vê que a justificação do "acesso" à Europa é difícil utilizando apenas um dos critérios acima mencionados. Poder-se-á dizer que nenhum país europeu quer ser africano ou americano - mesmo que possua territórios nesses continentes -, mas que o contrário já seria espectável. E isso é verdade. Mas o princípio está lá e a Rússia é considerada um país essencialmente europeu, apesar de a maior parte da sua gigantesca massa territorial se encontrar no continente asiático. Porque não a Turquia, então? Porque a Rússia acaba por satisfazer os dois critérios (território e cultura), porque a sua parte europeia é enorme, porque a sua capital está na Europa e porque há muito que faz parte da Europa política. No caso da Turquia, nada disto se verifica.

Porquê baralhar, então, o que poderia ser relativamente simples? O bom-senso seria suficiente para entender que a Turquia não é um país europeu, ainda que possa ter um pé na Europa. Mas, como se percebe, bom-senso é coisa rara, e as modestas contribuições da UEFA e Eurovisão para a confusão dão bem a noção do estado das coisas...


P.S.: chamar "ditador" a Adolf Hitler não está propriamente certo já que ele foi eleito pelo voto democrático, algo que o distingue (bem como a todo o fenómeno nazi) dos habituais ditadores. Digamos que o uso do termo foi uma concessão ao politicamente-correcto...

Imagens e Visões

Quem gosta de fotografia, certamente encontrará no blog "Images & Visions" (apesar do nome, é brasileiro), muita coisa por onde passear os olhos.

Desiludam-se os mais fogazes, a ideia deste site não é mostrar meninas bonitas mas sim fotografia "séria". E se é verdade que, muitas vezes, as duas coisas coincidem, no "Images & Visions", isso não costuma acontecer. Não senhor, aqui mostra-se olhares do mundo através de fotografias jornalísticas, olhares de realidades mais ou menos inventadas através de construções artísticas, momentos roubados a gente anónima ao virar de uma esquina... é da arte da "escrita com a luz" que aqui se fala.

Veja o blog aqui: imagesvisions.blogspot.com

O verdadeiro Black Metal

Este sim, é o verdadeiro "true BLACK metal" !!!
[ pobre Vikernes... :)) ]

Iron Maiden acústico

Ora aqui está uma coisa que não se vê muitas vezes: os reis do heavy metal com a electricidade desligada!

A música não é das melhores mas o vídeo tem um ambiente muito agradável.