O meu filho está preso - parte 3

Terceira e última parte da saga "O meu filho está preso".

O facto de uma das folhas ter sido arrancada da parede poderá impedir-nos o acesso a informações vitais para a compreensão da história. Que segredos seriam ali revelados? Quem seria comprometido? A "progenitora", o pai, o filho? A directora da Casa Pia? Nunca chegaremos a sabê-lo.

Mas o último episódio realça algumas das linhas de força do enredo. O "filho" tem computador e telemóvel. Também teve duas "negas" na escola. Se isso foi, ou não, consequência do estado do frigorífico, não se sabe. Apenas se pode especular. Apenas de pode imaginar o que se terá passado verdadeiramente naquela casa da Rua do Salitre...

Para quando o filme?

O meu filho está preso - parte 2

A saga continua e a trama adensa-se.

A progenitora da "criança" que está presa (e que fala várias línguas e mexe em computadores) veio de Londres propositadamente para a tentar vender por €15.000 a estrangeiros.

Notam-se aqui aparentes incongruências no enredo mas deve ser a bem da emoção...

(carreguem na imagem para verem melhor)

Ronaldo pontapeia carro de fotógrafo em Lisboa

Não sou fan do Cristiano Ronaldo. Confesso que a sua arte das fintas me baralha a ponto de não perceber que raio é que ele anda a fazer na Selecção (eu e mais uns milhões, parece-me...), mas gosto dos pontapés do homem. Isso. Para mim, o Ronaldo só devia mexer-se para dar pontapés: livres, penaltis, remates de fora da área e... pontapés em carros de papparazzi.

No que respeita a esta última qualidade de alvos, acho que deviam ser todos postos em fila, assim numa espécie de festival, e o CR - 7 ou 9, isso não interessa -, ia percorrendo a longa bicha de inúteis e "pimba!" - olhó vidro -, "pimba!" - olhá porta. Depois de cada papparazzo ter apanhado um valente susto dentro da sua armadura, era retirado cá para fora e passávamos à segunda fase do evento: o pontapé no cu.

Mais uma vez, todos os papparazzi eram postos em fila, em posição de quatro ou, se o preferissem, com o rabinho levantado e a cabeça encostada ao chão e lá ia o CR7 (ou 9) distribuindo biqueiradas por toda aquela canalha.

Não sei se o CR gritou golo quando se atirou ao carro do papparazzo descrito na notícia do 24 Horas mas, se não o fez, isso foi uma falha. Igualmente desconheço se a Dona Gertrudes deu gritos de "ai meu filho que te desgraças" mas, se o fez, foi para bem do espectáculo.

Quanto ao fotógrafo e à sua amiga, devem estar a esfregar as mãos de contentes com a perspectiva de alguns milhares que vão encaixar à custa de andarem a foder o juizo aos outros e, por uma vez, o outro ficar fodido com isso.

Arquitectura no CCB

A não perder, a actual exposição no piso 2 do CCB - "Pancho Guedes - Vitruvius Mozambicanus" -, uma retrospectiva da carreira do arquitecto português, quase toda ela feita na África austral (Moçambique e África do Sul).

Mas a obra de Pancho Guedes (que, confesso a minha ignorância, era um perfeito desconhecido para mim) vai além dos traços no estivador e salta para a escultura e a pintura. A primeira, centrada à volta de algumas formas base e a segunda feita de cores alegres e traços kitsch, emanando uma alegria por vezes enganadora.

Conhecer a obra de Guedes é uma lufada de ar fresco para quem está farto do minimalismo e da datadura do ângulo recto. E é uma viagem a um passado ainda não muito distante onde todos acabamos por encontrar qualquer coisa de nostálgico.

Até 16 de Agosto, no CCB. Mexa-se!

Rita Mendes na Playboy PT

Aposto que já estavam a estranhar meia-dúzia de dias sem se falar da Playboy portuguesa...

Bom, já é público quem será a coelhinha do número 4: Rita Mendes. A apresentadora de programas de televisão de má qualidade (fel, fel...) deixou-se de tretas e posou para a revista preferida de muito bom rapaz.

Acho bem. São estas personagens que deviam ser as primeiras a darem um passo em frente e dizerem "presente". São estas pequenas, sempre com aquela pose atrevidota, o decote bem puxado (para baixo), a conversa marota, que têm de mostrar que, afinal, isto de posar nua não é nada do outro mundo e toda a gente fica contente. Pelo menos, eu fico...

O que eu já não acho bem é que numa revista onde a fotografia erótica é o prato principal, alguém aceite pousar e, no fim... não se desnude por completo! A isto chama-se fraude. Assim mesmo. Quem compra a Playboy espera ver mulheres nuas e não mulheres parcialmente despidas.







Querem ver? Carreguem aqui

O meu filho está preso - parte 1

Fica hoje, aqui, a primeira parte de um conjunto de folhas afixadas num prédio em ruínas, na Rua Rodrigues Sampaio (Lisboa, paralela à Av. da Liberdade, do lado esquerdo de quem desce).

Aparentemente, há um drama que envolve a prisão de um rapaz. O pai está desesperado e revoltado. O filho tem telemóvel, fala línguas e mexe em computadores.

Hollywood, onde estás tu?

(carreguem na imagem para verem melhor)

Questão de genealogia

A genealogia é importante, tão importante que um dos poucos programas que alguma vez comprei na vida foi, precisamente, um para tratar da minha árvore genealógica. Quando percebi que era fraquinho, pirateei outro melhor.

Bom, isto vem a propósito de um texto no PeopleWare onde se falava no país-irmão: o Brasil. Ora, isto está mal. Não só é uma imprecisão do ponto de vista genealógico como ainda coloca a rapaziada sul-americana num nível pouco recomendável se atendermos àquela parola mania de chamar "nossos irmãos" aos espanhóis.

Portanto, vamos lá por ordem na casa - ou antes -, na árvore: os brasileiros não são "irmãos", são "filhos". Passe-se à parte das óbvias piadas e reconheça-se que eles são nossos descendentes (por muitas misturas que a boa velha Europa lá tenha provocado), logo, são, no mínimo, filharada nossa.

"Irmãos" só temos uns, os galegos e mais nenhuns. Se do ponto de vista "genético" se pode argumentar, já em termos linguísticos, o parentesco é inegável.

Castelhanos e Catalães são primos. Os bascos nem sequer da família são.

Franceses e italianos são primos em segundo-grau, estão lá mais longe e os Romenos, esses, são aqueles parentes afastados que só cá vêm chatear de vez em quando.

Estamos esclarecidos?

Quando verter águas dá gosto

Uma das casas de banho dos Armazéns do Chiado tem uma bela vista porque a fileira de urinóis termina numa janela virada para o Castelo.

Para poder mictar e contemplar na perfeição a paisagem é preciso perder a vergonha. Isto porque os "autores" da casa-de-banho não puseram uma barreira após o último urinol, o que expõe quem ali esteja à curiosidade dos habitantes dos prédios fronteiros. Pode-se ficar no penúltimo urinol, claro, e dessa forma manter uma certa reserva da nossa privacidade. O problema é se está um tipo depois... No Chiado, isso é coisa que não convém fazer. Aliás, por vezes, parece-me que o melhor é mesmo entrar e sair olhando para o chão.

Bom, "coisas" à parte, a vista é bonita e, se se tiver mesmo aflito, então, é aproveitar. E não perder a pontaria, já agora...

Vontade de chatear (7)

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?