Recordar é bom!

O YouTube é um tesouro de coisas ignoradas, memórias esquecidas sob a avalancha mediática a que estamos sujeitos. É como a caverna do Ali-Bá-Bá, cheia de riquezas inimagináveis porque nunca antes vistas. É assim que me sinto quando começo a vaguear pelos incontáveis vídeos de música portuguesa que gente muito boa coloca no ar.

Viva a pirataria que nos permite manter viva a recordação dos nossos anos mais jovens, viva o desprezo pelo espartilho do negócio que impede o acesso generalizado a tudo aquilo de bom que a nossa cultura produziu no século XX.

Como de costume, entregando-me ao acaso, tendo apenas como ponto de partida a vontade de ouvir uma canção das Doce, tropecei neste momento único: Jorge Palma (novinho) e Lena d'Água (bonita), interpretando uma das obras-primas do nosso génio maior.

É de ouvir o dia todo!...

O difícil é escolher!

Já aqui deixei escrito que, se pudesse, me punha a andar para fora de Lisboa. Insisto que as vantagens que as pessoas vêem na grande cidade são, na maior parte, uma ilusão. Mas há um sector onde, aí sim, viver na Grande Alface (ainda ninguém se lembrou desta...) apresenta imensas vantagens: a diversão.

Na presente época, o difícil para quem ande por esta terra é escolher o que fazer. Por todo o lado há ofertas culturais. E quando digo "ofertas" quero mesmo dizer "coisa dada", "grátis", "à borla", "custo zero" (esta é para os economistas). Ele é o Festival ao Largo, no Chiado, com música, teatro e dança; ele são as Festas de Lisboa; ele é (isto já parece Francês) a miríade de exposições em galerias; ele é o aniversário do Museu Berardo (que, já de si, é totalmente gratuito); ele é o Festival de Música da Cartuxa, em Caxias (sim, porque os arredores também contam)...

Nesta altura (e, nas outras, a coisa também não é nada má), só fica em casa quem for mono!

Mas, como se já não bastasse aquilo que é à borla, ainda há aquilo que é barato. Ir ao teatro pode ser baratíssimo. Por exemplo, a "A Comuna", dois dias por semana (Quarta e Quinta) tem os bilhetes a cinco euros (!). Como se isto não bastasse, ontem, ao apresentar-me para comprar um ingresso para a sua mais recente peça - "Sangue" -, ainda tive a surpresa de ele me ser oferecido porque o espectáculo estava nos três primeiros dias de exibição! Se não foi esta a explicação, foi outra coisa parecida. Confesso que estava meio aparvalhado, ali, com uma nota na mão e a rapariga a dizer-me que não tinha de pagar nada. :)

Hoje, por exemplo, temos Mário Laginha e Bernardo Sassetti no Castelo de São Jorge; amanhã, música em Caxias e dança no Chiado; Domingo, música no Jardim da Estrela, Segunda-Feira, Rodrigo Leão na FNAC...

Se é por isto que a vida me sai mais cara, se é isto o "luxo" de viver na capital, então, está bem, aceito o fardo e... aproveito o mais que puder!!!


Ficam aqui alguns links interessantes:
Festas de Lisboa, Festival ao Largo, Festival de Música da Igreja da Cartuxa, FNAC, Le Cool Magazine

O Lucky Luke moçambicano

Lembram-se do Lucky Luke, o cowboy (bem estão os brasileiros, que dizem "vaqueiro") que disparava mais rápido do que a própria sombra? Claro que sim, toda a gente já leu qualquer coisa dessa personagem.

O que poucos devem saber é que em Maputo existe alguém ainda mais rápido do que o boneco do chapéu branco e camisa amarela. O Google Analytics sabe-o e disse-me que um laurentino (ainda se chamarão assim ou será uma coisa do tipo "maputense"?) viu sete páginas deste blog em apenas sete segundos!!!

Um abraço aí para baixo e, da próxima vez, eh pá, não tenhas tanta pressa! :)

Somos um casal

Sexta-Feira à noite na Casa Conveniente, um "buraco" entalado entre bares de putas, em pleno Cais do Sodré. Falta um bocado para o espectáculo começar (e, no teatro, por força dos sagrados atrasos, isso quer dizer que falta "ainda" mais do que parece), e as pessoas levantam os bilhetes reservados. À minha frente, duas raparigas pagam os seus. A moça da "bilheteira" (ali não existe isso) pergunta-lhes se, para facilitar, lhes pode dar o troco em conjunto e, depois, elas que o dividam. Uma das raparigas diz que sim e a outra, arrapazada, avança logo com um quase ansioso "somos um casal".

Ah, pronto, se elas são um casal, então, está bem - já se vê -, faz todo o sentido dar-lhes o troco por inteiro! Aliás, muitas outras coisas fariam sentido como, por exemplo, andarem vestidas de igual, usarem camisolas com o rosto da sua cara-metade, beberem suminho pelo mesmo copo usando duas palhinhas ao por-do-sol enquanto corações vão subindo com o gás... sei lá, um ror de coisas que todos os casais fazem. Para além de receberem o troco em conjunto.

O que me lixa é que, da próxima vez que eu for ao café com algum rapaz, tenho de vincar bem que cada um paga a sua conta, só porque somos muito machos! E se o pacóvio do empregado, numa de se fazer engraçadinho, me perguntar se "é tudo junto", é mandar-lhe, logo um sonoro "nós não somos maricas, ó panasca!". Se fôssemos, fazia sentido partilhar a conta. Como não somos, não há cá coisas para ninguém...

... a menos que dê desconto. Se um casal tiver desconto, talvez me sujeite a fazer má figura por uns instantes. Como isto está, talvez seja uma hipótese a considerar num futuro próximo.

Mas, pronto... as raparigas devem estar a viver o despontar da sua paixão e acham importante comunicar ao mundo a sua união, ainda que a pretexto de um simples troco de 20 euros. Outras já se lhes adiantaram, aos beijos em plena Rua do Carmo ou no metro em hora de ponta. "Elas" são mais atrevidotas do que "Eles". É por isso que acabo por ter algum respeito pelas lésbicas. Preocupam-se menos com a palhaçada e mais com os actos. É assim que deve ser. Com ou sem troco em conjunto.

Era uma vez um homem...


Era uma vez um homem a quem perguntaram o que achava dos homossexuais.

A sua resposta foi:

- Eu quero é que eles vão levar no cu !!!

Vontade de chatear (8)

A mota na fotografia estava estacionada assim, num dia de semana, em plenas Avenidas Novas, em Lisboa.

Repare-se que não estava ali para uma curta paragem - o que, até isso, seria estúpido -, não, ela estava estacionada naquele local, propositadamente em cima da passadeira, ocupando o máximo de espaço e bem um metro dentro da estrada.

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

O meu filho está preso - parte 3

Terceira e última parte da saga "O meu filho está preso".

O facto de uma das folhas ter sido arrancada da parede poderá impedir-nos o acesso a informações vitais para a compreensão da história. Que segredos seriam ali revelados? Quem seria comprometido? A "progenitora", o pai, o filho? A directora da Casa Pia? Nunca chegaremos a sabê-lo.

Mas o último episódio realça algumas das linhas de força do enredo. O "filho" tem computador e telemóvel. Também teve duas "negas" na escola. Se isso foi, ou não, consequência do estado do frigorífico, não se sabe. Apenas se pode especular. Apenas de pode imaginar o que se terá passado verdadeiramente naquela casa da Rua do Salitre...

Para quando o filme?

O meu filho está preso - parte 2

A saga continua e a trama adensa-se.

A progenitora da "criança" que está presa (e que fala várias línguas e mexe em computadores) veio de Londres propositadamente para a tentar vender por €15.000 a estrangeiros.

Notam-se aqui aparentes incongruências no enredo mas deve ser a bem da emoção...

(carreguem na imagem para verem melhor)

Ronaldo pontapeia carro de fotógrafo em Lisboa

Não sou fan do Cristiano Ronaldo. Confesso que a sua arte das fintas me baralha a ponto de não perceber que raio é que ele anda a fazer na Selecção (eu e mais uns milhões, parece-me...), mas gosto dos pontapés do homem. Isso. Para mim, o Ronaldo só devia mexer-se para dar pontapés: livres, penaltis, remates de fora da área e... pontapés em carros de papparazzi.

No que respeita a esta última qualidade de alvos, acho que deviam ser todos postos em fila, assim numa espécie de festival, e o CR - 7 ou 9, isso não interessa -, ia percorrendo a longa bicha de inúteis e "pimba!" - olhó vidro -, "pimba!" - olhá porta. Depois de cada papparazzo ter apanhado um valente susto dentro da sua armadura, era retirado cá para fora e passávamos à segunda fase do evento: o pontapé no cu.

Mais uma vez, todos os papparazzi eram postos em fila, em posição de quatro ou, se o preferissem, com o rabinho levantado e a cabeça encostada ao chão e lá ia o CR7 (ou 9) distribuindo biqueiradas por toda aquela canalha.

Não sei se o CR gritou golo quando se atirou ao carro do papparazzo descrito na notícia do 24 Horas mas, se não o fez, isso foi uma falha. Igualmente desconheço se a Dona Gertrudes deu gritos de "ai meu filho que te desgraças" mas, se o fez, foi para bem do espectáculo.

Quanto ao fotógrafo e à sua amiga, devem estar a esfregar as mãos de contentes com a perspectiva de alguns milhares que vão encaixar à custa de andarem a foder o juizo aos outros e, por uma vez, o outro ficar fodido com isso.