Dia triste para a tugalhada

Dia triste, triste... para a tugalhada, o de ontem. Afinal, a "poderosíssima" Bósnia não nos pôs de joelhos lá no cu-de-judas da Europa onde ela está; afinal, o estádio não foi um inferno onde nós nos queimássemos; afinal, não houve ataque avassalador por parte dos terríveis avançados adversários; afinal, não fomos massacrados por nenhuma avalanche de futebol....

Ganhámos. Ganhámos bem e só não impusemos à Bósnia uma derrota humilhante em sua casa porque os nossos jogadores continuam com gravíssimos problemas de vista quando lhes aparece a baliza pela frente. Isto, certamente, não é culpa do treinador. Aliás, o que sucedeu ontem foi uma repetição de tantos outros jogos: oportunidades, oportunidades e, golos, poucos.

Os anos passam, as gerações mudam e continuamos a ser vítimas da merda que abunda neste país, dos jornalistas sebosos que publicam e publicitam sempre as visões mais negras e pessimistas de tudo, do "cidadão" ranhoso e incapaz que vive submerso em complexos de inferioridade, dos responsáveis ausentes, dos parolos que querem aparecer a fingir que percebem de alguma coisa...

Morte, morte social e física a esta gentalha para que a nossa sociedade se possa regenerar e o país possa, finalmente, livrar-se da súcia de Velhos do Restelo que o impedem de brilhar. Mande-se esta escumalha para o deserto, para a Lua, para a puta que os pariu mas livre-se Portugal do tuga!

Quanto aos jornalistas, ainda nas bancadas os poucos portugueses comemoravam a vitória e já eles estavam a querer influenciar a equipa técnica para que a nossa equipa vá estagiar para Moçambique. Esta corja não aprende nada e a lição de Macau (onde estagiámos por razões "políticas") já foi esquecida. É certo que Moçambique e a RAS são vizinhos e isso não acontecia (nem de longe) com Macau e a Coreia do Sul mas é o princípio que vale e esta gente, de princípios parece perceber pouco...

Uma última palavra para a enormíssima diferença de civismo existente entre os jogadores bósnios e o seu público. Portaram-se bem no campo e mesmo quando se viram numa situação desesperada, não entraram no confronto físico, não foram agressivos, lutaram o que sabiam e até tentaram acalmar os selvagens que, das bancadas, atiravam objectos para o campo. Selvagens que, ao que parece, atiraram pedras à camioneta da Selecção Nacional no final do jogo, selvagens que cuspiram nos nossos jogadores à chegada ao país e que revistaram minuciosamente as malas da nossa comitiva na alfândega do aeroporto, selvagens brutos e estúpidos que acham que um jogo de futebol se pode ganhar com expedientes tão ridículos. Gostei mais dos bósnios como "cavalheiros" em campo do que como jogadores. Já fora de campo, parecem ser uns animais. Talvez pudéssemos mandar para lá os tugas, não?

P.S. - A canalha já corrigiu o seu discurso. Agora que já estamos no Mundial 2010, a ideia é que vamos lá só para fazer má figura...

CR12 - substituição, já!

O recente jogo da Selecção Nacional contra os seguidores de mafoma vindos lá da Bósnia mostrou-nos várias coisas. A primeira, que eles andam com a fé trocada e aquilo de se porem de rabo para o ar não sei quantas vezes ao dia, não só deve ser incomodativo como parece ser improdutivo - aquelas duas bolas seguidas ao ferro são sinal de que Alá não existe e que Deus (o nosso e o dos sacanas dos marranos), para além de continuar a fazer milagres também é português. A segunda ilação que se tira da partida é que, afinal, não é só o CR7 que não faz falta nenhuma, é também o CR12 ou Cambada de Ronhonhós 12 ou, ainda - na versão diplomática da FPF -, o "fantástico público". O nosso 12º jogador esforça-se tanto no seu papel de apoiar a equipa que até foi preciso à organização contratar um tipo para tocar corneta durante a partida de modo a fazer a carneirada segui-lo. É uma versão moderna do flautista com a diferença de que este tentava tirar os ratos da cidade enquanto o nosso cornetista os traz para o jogo. O adepto tuga acha que a sua simples presença nas bancadas é suficiente para fazer os jogadores correrem o dobro. Se eles não vêem os barretes dizendo "Vila Pouca do Fim-do-mundo apoia a seleção", lá para os lados do terceiro anel, o problema é deles que são uns arrogantes.

O nosso nº 12 precisa de ser substituído por ser mau no que faz. E, como é típico do tuga, a sua incompetência leva-o a detestar os que se portam melhor do que ele. Como os muitos adeptos bósnios faziam o que lhes competia (quase lembrando os ingleses), os tugas calavam-nos, não apoiando mais alto mas assobiando os turistas. No fim do jogo e com uma derrota no bolso, os bósnios continuaram dentro do estádio, cantando, enquanto o CR12 abandonava a Luz, cabisbaixo por ter vencido. Pela sua boa exibição, merecem jogar na segunda-mão onde farão concerteza melhor figura que o CR7 cujo regresso se ameaça e que o CR12 que, a bem da alegria na bola, ficará em casa.

A doença das palmas

Sabem aquele aviso que aparece no cinema pedindo para que as pessoas desliguem os telemóveis? Não é só nas fitas que semelhante pedido nos é feito. No teatro e nos espectáculos que não sejam eléctricos há sempre uma voz que aparece vinda do alto lembrando-nos, por formais palavras, da necessidade de não lixar o concerto aos outros. Mas isto não é suficiente. É que a tugalhada sofre de uma doença a que eu, na falta de termo científico adequado, chamaria de "palmite" ou seja, "o mal das palmas". O tuga adora bater palmas! Se há mais do que dois segundos de silêncio numa música, lá está a saloiada, toda contente, a bater palmas... É pop, é clássica? O que interessa isso? Importante mesmo é bater palminhas. Não há registo ao vivo de um artista nacional que não esteja todo fodido pelas palmas. A Amália abria a boca e lá vinham as palmas; o Veloso faz um trejeito à voz e o maralhal rebenta em palmaria; O Sérgio Godinho diz uma piada e o tuga, em vez de rir, bate palmas; Nos discos ao vivo ouvem-se mais as palmas do que as músicas. Mais do que irritante, é criminoso, porque nos rouba (aos apreciadores civilizados) momentos dos espectáculos e nos impede de saborear tantos pormenores delicados.

Ontem, mais uma vez, a palmite fez-se notar em força. O Coliseu dos Recreios recebeu mais uma companhia em digressão com "os" Carmina Burana (ficou-me a lição dos concertos no Largo de São Carlos). Desta vez, não só tínhamos a esplêndida obra de Carl Orff como também havia bailarinos e encenação a condizer com as letras das músicas. A coisa prometia, portanto, sobretudo para quem já havia visto algo semelhante há uns bons anos atrás no Pavilhão Atlântico (entretanto, desapareceram uns milhares de espectadores...). Ora, como já adivinha quem tem a paciência para me ler, o tuga e a sua mania das palmas resolveu espatifar vários dos temas. Como se não bastasse a canalhada achar que deve bater palmas no fim de cada música, ainda acha que sempre que há um pequeno silêncio, é para começar a aplaudir. Isto demonstra desconhecimento das "regras" da música clássica (o maestro vira-se quando é altura de aplausos) e da obra. Ambas as ignorâncias se perdoam com a boa vontade que se deve ter para com os "iniciados". Já não se perdoa é a insistência daquela maltosa lá da plateia (os lugares mais caros) em repetir o erro música após música sem perceber que, ao contrário do que seria de esperar, o resto da sala não a acompanha. Nhurros como devem ser, nem acham estranho o silêncio alheio. Provavelmente, muitos pensarão que os outros - os que não batem palmas -, são uma cambada de brutos incapazes de apreciar boa música.

Morra, portanto, a palmite. E que os organizadores dos espectáculos de música clássica (pelo menos estes) comecem a pedir contenção aos espectadores para que estes não arruinem as peças que, supostamente, deveriam estar ouvindo. Entre um telemóvel e cinquenta bimbos batendo palmas, qual incomoda mais?

Quanto à qualidade do espectáculo: valeu pela encenação e nada mais (os cantores - um dos quais repetente no Coliseu, não brilharam). O coro tinha pouca força (e foi completamente "esquecido" no momento dos aplausos finais, devido à posição que ocupava no palco) e o "O fortuna" (o grande tema da obra) foi a pior versão que já ouvi (e foram várias): sem fulgor, sem a capacidade de nos arrepiar e com um horrível oboé insistindo em demarcar-se do grupo. Também notei diversas variações nas vozes masculinas por forma a se "adequarem" à encenação, sem que isso tenha significado qualquer mais-valia para o espectáculo e, consequentemente, para o público.

A fechar a noite, a surpresa da ausência de encore (nunca visto por mim!). Mas, talvez tenha sido melhor assim. Teria sido frustrante para a companhia actuar perante uma casa onde tanta gente se apressava em sair. É que a tugalhada lá da plateia, depois de explodir em palmas (finalmente, na altura certa) nem sequer se dignou esperar pelo habitual "brinde", levantando imediatamente os pomposos rabiosques das cadeirinhas pagas com várias dezenas de euros e correndo para as portas de saída.

Se tiver sido esta a razão da inexistência de encore, então, é caso para dizer que me lixaram duplamente o concerto. Mas eu sou dos pindéricos que vão para o galinheiro...

A beleza do paradoxo

Num momento em que o trabalho se me afigurava particularmente enfadonho, ocorreu-me um pensamento cuja beleza se revela na profundidade do seu paradoxo: a utilização do rato permite trabalhar e coçar os tomates ao mesmíssimo tempo.

Morreu o António Sérgio

Uma vez o homem passou por mim, ali perto da Av. da República. Franzino... em tudo contrastando com aquela voz poderosa que se lhe ouvia na rádio. Levava um brinquinho na orelha e isso também não condizia com a roupa que vestia, feita de uma camisa aos quadradinhos e uns calções azuis. Ficou-me a imagem porque, na minha cabeça, o António Sérgio seria sempre alguém vestido de preto e com ar de velho rebelde. Se o era, naquele dia estava de férias...

Do trabalho do agora falecido sou um quase ignorante. Conheço-lhe o "Lança-Chamas" e alguns minutos dispersos de outros programas radiofónicos que não me prenderam minimamente a atenção. Mas isso não é importante para mim. Não pretendo fazer elogios ao radialista nem escrever análises da sua carreira. Apenas me lembro de que, numa outra vida, havia um programa, aos Sábados à tarde, cujo genérico era um fantástico solo de guitarra de Eddie Van Halen e que, durante duas horas, rebentava as ondas hertzianas com nomes como Slayer, Overkill, Obituary e outros do mesmo calibre (que era grosso). O "Lança-Chamas" não era um programa de Heavy Metal - para isso estava lá (na Comercial) o "Rock em Stock" do Luís Filipe Barros. Não, o programa do Sérgio era para quem já estava mais "dentro" do Metal, i.e., para quem a simples distorção não bastava e era preciso qualquer coisinha mais pesada. Por isto mesmo, nunca fui fan do programa. Nessa altura, esse monumento que é o o Battery (Metallica), para mim, não passava da introdução acústica e até nomes como os Megadeth já eram "barulho". Dá vontade de rir, hoje em dia, mas era assim mesmo. Ainda assim, ouvia espaçadamente as propostas do António Sérgio e do seu ajudante. Porque eram propostas já que, no meio do Metal não se aplicam (muito menos, então), as lógicas comerciais do massacre publicitário. O radialista passava aquilo de que gostava, e pronto!

Uma vez, concorri a um concurso onde se pedia que redesenhássemos o logotipo do U.D.O - lá ganhei o terceiro prémio e um vinil mas sem que todos deixássemos de ouvir em directo o António Sérgio manifestar o pouco apreço pela qualidade dos trabalhos. Paciência, o talento não nasce para todos. O vinil, ainda o tenho.

O Lança-Chamas morreu há muitos anos e, agora, foi a vez do António Sérgio. Quem o elogia, aponta-lhe a obra e os caminhos que deu a conhecer aos fans de música. Fazem listas das bandas que ele passava (sempre esquecendo as metálicas), dos seus programas emblemáticos (sempre esquecendo o Lança-Chamas) e dizem dele que era um grande divulgador. Por mim, era aquela voz forte e colocada que me abria os infernais portões do metal mais pesado. Se eu queria, ou não, entrar, isso era lá comigo. O convite estava feito e a Comercial era uma casa aberta. Hoje, quem quer ouvir Metal na rádio tem de ter hábitos de morcego.

Só por isso, só pela lembrança dos tempos em que havia quem passasse Metal na principal rádio portuguesa, em horários decentes, fazendo mais do que a simples enunciação dos nomes das bandas, só por isso - dizia -, vale a pena lembrar o António Sérgio.


P.S. - mais uma vez, roubo uma foto à giraça da Rita Carmo. Vão ao site dela porque vale a pena.

O espalhanço da artista


Uma vez, estava eu no aeroporto de Madrid esperando o avião para Lisboa, quando a atenção que dedicava a ouvir um indivíduo falar uma língua que eu pensava ser Catalão, foi desviada por alguém falando um idioma bem mais familiar. Não foi o facto de uma mulher estar a falar em Português que chamou a minha atenção (havia, logicamente, vários lusófonos por ali) mas sim o facto da criatura em questão, brasileira, se dedicar a uma espécie de prelecção a um conjunto de compatriotas seus que, com ar desconsolado, a ouviam fazer uma aparentemente infindável série de críticas a Portugal, país para onde eles pareciam ir viver e de onde ela pretendia, desesperadamente, sair.

A personagem, casada com um português (para grande infortúnio seu, suponho) e mãe de um rapaz nascido já no luso rectângulo, sofria com todo o tipo de defeitos que este inferno à beira-mar plantado reservava para a sua pessoa: as pessoas eram brutas e nunca pediam nada por favor, o arroz era comido húmido, punha-se azeite em tudo (e até o filho dela gostava do precioso óleo - o que era sinal de que era uma coisa genética - por parte do pai), os restaurantes brasileiros estavam cheios porque só ali a comida era boa, o tempo era frio, chovia imenso, os ordenados eram baixos, os patrões eram maus, era difícil arranjar produtos brasileiros, etc., etc.

A certa altura, um dos indivíduos para quem ela falava, olhando-a com ar infeliz, soltou um "É tudo tão diferente, né?...". Claro que sim, confirmou imediatamente a mulher e por isso é que ela queria ir viver para França (que deve ser uma espécie de Brasil renascido, calculo). Aí sim, as coisas eram boas.

A esta altura, a voz da assistente chamando os passageiros para embarcar salvou a mulher de levar um sermão meu à frente de toda a gente e de a desmascarar como a perfeita puta ignorante, mentirosa e estúpida que ela era. Já dentro do avião, o monstrengo desfilou pelo corredor, com ar enjoado (talvez ela julgasse que a companhia era portuguesa e que o avião tinha menos asas do que o costume) até se ir sentar lá atrás. Não a voltei a ver mas, sobretudo, fiquei alegre por não mais a ouvir.

Vem esta pequena história a propósito da recente tempestade que assolou este jardim e que teve origem numa fantochada foleirosa protagonizada por uma mulher que eu tive como ícone de beleza durante a minha adolescência: Maitê Proença.

Longe vai o tempo em que a personagem "Juliana" se passeava nos écrans na telenovela "Guerra dos Sexos" e eu "sonhava" um dia ir para o Brasil, país onde as cidades eram grandes e cheias de prédios modernos e as mulheres eram jeitosas e dadas. Longe vai, também, o tempo em que a perspectiva de ver as mamocas da rapariga me fazia estar colado a uma série "histórica" cujo interesse, a julgar pelos comentários de então, era, mesmo, unicamente a nudez da moçoila. Para o D. Pedro e as suas desventuras, todos se lixavam. E bem, porque a coisa era uma chuchadeira. Quanto aos marmelos da rapariga, eram interessantes, sim senhor.

Ora, a boa da Maitê, sendo actriz, cometeu o disparate de ser natural o que, para quem faz da arte de fingir o seu ganha-pão , nem sempre é recomendável. Por uma vez, talvez julgando que ninguém a via, esqueceu-se da lengalenga do "povo maravilhoso" que os artistas brasileiros têm ensaiada para o aeroporto e vai de cascar na Santa Terrinha. Cascou mal, sem graça, sem estilo e acrescentando à estupidez o mau gosto. Aquele pormenor de cuspir na fonte é, sobretudo, isso mesmo: mau gosto. A mim não me choca a história de "ser nos Jerónimos". Se bem me lembro já larguei gases e palavrões em sítios igualmente vetustos e não me sinto mal por isso. Também não acho que ela estivesse a cuspir nos Portugueses. A mulher, simplesmente, fez uma coisa rasca, badalhoca, sem sentido. E fez-se filmar a fazê-lo. É como coçar os tomates: todos o fazemos mas não nos andamos a filmar a fazê-lo na via pública.

Já na história do três ao contrário e a sua associação a uma espécie de desfuncionalidade (isto existe?) do país e das suas gentes é que a pequena se espalhou à grande no que diz respeito a manifestações de lusofobia. Aquilo foi um bocado para o mau (quase tão mau quanto a tentativa de sotaque português que ela fez). Não há nada de mal em desconhecer o significado da placa com o número da porta de pernas para o ar (nem eu o sei!), não há nada de errado em brincar com a coisa... mas há tudo de mal na explicação para todo o caso.

Na minha terra, nós gozamos com aqueles de quem não gostamos muito. Brincamos com os amigos mas, fazemos pouco dos "outros". Aparentemente, no hemisfério sul, talvez por força de as pessoas estarem de cabeça para o ar, a coisa é diferente: faz-se pouco de quem se gosta e, para eles, "gozar" até é coisa prazenteira...

Ora, a verdade é que, no fim disto tudo, não há grande diferença entre a Maitê Proença e a brasileira do aeroporto de Madrid. Eu sei que uma (ainda) é bonita e a outra era um camafeu mas, para o caso, isso pouco importa. Entre a Maitê e a Lucileina ou Claudileida ou Jefersina ou Ubirunalda ou lá como é que a mulher se poderia chamar, corre a mesma seiva podre de gente que tem problemas consigo mesmo, com a sua História, com a sua identidade e que é tão mais fraca quanto a sua incapacidade para enriquecer-se com o reconhecimento das suas raizes.

Na Argentina, em Mendoza, existe uma Praça de Espanha e no meio desta está um grande mural coberto de azulejos com um texto onde se apela aos Argentinos para que não se esqueçam de que são descendentes da nobre "raça ibérica". Quando estive no local senti uma enorme inveja dos Espanhóis mas, depois, lembrei-me de que, apesar da distância, eu estava num país que se assume como "europeu". E isso talvez queira dizer muito...

"Ateu" é coisa que não existe

Agora que anda muita gente com o pelo eriçado por causa do Saramago ter mandado (e muito bem) umas bocas à Bíblia e lhe chamam "ateu" para aqui e "ateu" para ali, valeria a pena pensar se faz sentido, sequer, existir um termo para designar aqueles que não têm fé religiosa. Parece-me que não: faz tanto sentido possuir uma palavra para designar os não-religiosos como inventar uma expressão para indicar quem não seja benfiquista.

O estado natural de tudo é a neutralidade. É em cima dela, da ausência de credo ou de convicções políticas que nós construímos o edifício que é a nossa personalidade. Quando nascemos, não temos fé e a única coisa a que seríamos capazes de rezar (se soubéssemos) era ao mamilo que nos mata a fome. Logo, "ateu" é coisa que não existe. Existe sim "cristão" e "muçulmano" e todas essas porcarias com que as pessoas procuram preencher o vazio que encontram quando olham para dentro de si e não se percebem nem ao mundo em que vivem.

O Saramago não é ateu, portanto. Ele é, apenas, ele mesmo. Mas é comuna! E, mesmo na União Soviética, ninguém se lembrou de inventar uma palavra para não-comunista. "Acomunista"? Não me parece...

Astérix e o Google

Esta é, desde já, a melhor versão do logotipo do Google :)

Vontade de chatear (10)

Carro estacionado na Av. dos Defensores de Chaves (Lisboa), às 08:50 de um dia útil.

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

Para os 1500 euros...

E a pergunta para os 1500 euros é...

"O que é uma Proparoxítona Eventual" ?


A resposta é:

Uma proparoxítona eventual é uma palavra acentuada que, por terminar em ditongo crescente, tanto pode ser classificada de paroxítona (mais comum no Brasil) como de proparoxítona (mais comum no restante da CPLP).



:)