In vino felicitas

Ainda nem são 09:30 da manhã e já tenho no bucho três copos de tinto Alandra. É uma ótima sensação. Finalmente compreendo o que fazem aqueles homens às oito da matina na taberna...

A escrita sai fluida, a irritação desaparece, o mundo parece mais simpático, a porra da internet móvel da Vodafone parece mais rápida mesmo sem sair de uns miseráveis 2/5, a dor de barriga parece suportável e a bateria do portátil carregou num ápice.

Viva!

Internacionalismos

No Centro Comercial João de Deus, em Lisboa, há um restaurante japonês - perdão, um "Japanese Restaurant". O dito estabelecimento tem uma seleção variada - perdão, um buffet misto -, de comida já feita ou "À lá carte" (a má ortografia francesa é do original mesmo). Quem quiser, pode comer no próprio restaurante - irra! restaurant -, ou levar para casa - ou seja tem "takeaway". Quem comer no "restaurant" já sabe que é em regime de "coma o que quiser" - perdão, "all you can eat".

Eu já provei o buffet misto deste japanese restaurant e eatei que me fartei (foi no place, portanto, não takeawayei nada). E se não à lá cartei foi porque a food era consideravelmente mais expensiva e achei que não worthava a feather o price. Já agora, o buffet também não é grande thing, feito de banalidades sem grace que se arranjam em qualquer supermarket. A única coisa interestingante por there é mesmo o riso aparvalhado que suscita (suscitate, em Americano) tanto pretenciosismo internacionalista.

Já agora, para que não pensem que o japanese restaurant é a única vítima de palermice no centro comercial (shopping centER - assim, à americana), também mostro aqui uma foto do clube erótico (porra, erotic club!) Photus que está "open all day".

Portanto: eatai no japanese restaurant, provai a comida à lá carte - ou o buffet em regime all you can eat (se não quiserdes takeawayar) - e, depois, batei uma fistada watchando as models do erotic club que está open all day. E tudo sem sair do mesmo shopping center! Querem mais?

Cusquice...

A confirmar-se o boato que para aí anda apontando um namoro entre o Sócrates e a Guta Moura Guedes (oh inveja!) só me apetece dizer, à laia de brejeirice, que era a segunda Moura Guedes que ele fo... Cala-te boca!

LesBiGayTransfobia

Há gente que parece dedicar o seu tempo à criação de coisas inúteis. Alguém, recentemente (eu nunca tinha ouvido o termo), resolveu inventar a palavra "LesBiGayTransfobia". Já havia a homofobia mas era preciso uma coisa muito mais detalhada: "Les-Bi-Gay-Trans-fobia". A fobia a "lésbicas", "bissexuais", "gays" e "transsexuais". Fobia, na verdadeira aceção da palavra significa "medo" e não "antipatia". Ora, não me parece que as pessoas tenham medo de homossexuais - a menos que, inadvertidamente (é possível?) entrem num quarto escuro em hora de ponta... (olha, um trocadilho maroto) mas isso é lá com cada um.

Há que aceitar, com conta peso e medida, a corrupção dos termos e os novos significados que ganham. Portanto, se cinofobia significa "ter medo de cães", "LesBiGayTransfobia" significa, apenas, não gostar de pessoal "colorido". Por mim, isso passa sem grande polémica. O que me chateia mesmo é o detalhe, a necessidade de colocar quatro coisas "diferentes" numa mesma palavra. Sim, porque, das duas uma: ou é tudo o mesmo e não se justifica o detalhe ou são coisas diferentes e deviam ter palavras próprias. Por exemplo: eu posso ser lesbófilo mas transófobo, ou seja, gosto de lésbicas (nos filmes é giro de ver) mas detesto transsexuais (essas criaturas enganadoras). Também posso ser Biindiferente (neologismo próprio para "estou-me cagando se aquela gaja gosta de homens e mulheres porque eu até gostava de a papar mais a namorada dela") e, ao mesmo tempo, gayófobo (não suportar panilas). Portanto, há posicionamentos diversos relativamente às sexualidades "alternativas". Inventar uma palavra que agregue todas estas coisas parece-me, no mínimo, estúpido e propiciador de dificuldades ao nível oral. Pergunta-se a alguém "és lesbigaytransófobo?". "Não senhor!" - responde o interpelado - "As lesbigaytransfobices não são comigo, eu que até sou tão lesbigaytransamigável..."

Imaginem estas coisas escritas em linguagem de "pita"!

Um pormenor que também me chateia é que, apesar de tanta minudência, continua a não haver forma de expressar lexicalmente a nossa opinião relativamente a bichas e camionistas, subespécies dos géneros "gay" e "lésbico", respetivamente. Como os homossexuais masculinos me são indiferentes mas as bichas malucas me irritam, eu vejo-me na situação de ter de me declarar homófobo (ou "gayófobo", para ser mais específico) quando, afinal de contas, sou apenas "bichófobo". Quanto às "camionistas", embora as ache visualmente ridículas, devo dizer que preferia que as lésbicas fossem todas assim (poupava-se aquele travo amargo na boca quando vemos uma que é gira). Viva, portanto, a "lesbicamioniofilia" (há que dizer assim para não confundir com a adoração pelos camionistas verdadeiros...) e abaixo as lesbiboascomomilho!

Tenho dito!

Abel Xavier e a "burqa"

Agora que o espalhafatoso Abel Xavier se converteu ao islamismo, que pena que me dá que os homens não sejam também obrigados a andar de "burqa". Só nos fazia bem deixar de ver a triste figura deste indivíduo...

Xeque-Mate: Ás do volante



Antigamente, não eram só as bandas pop/rock que não tinham vergonha de cantarem em Português. O heavy-metal também marcava presença. E que presença!

Um prémio, sff.

Reciclar, reciclar, é por um aparelho a tirar a humidade (*) da casa, usar a água recolhida para lavar a roupa e, finalmente, despejar a água suja (mas perfumada) para o autoclismo.

Eu cá, acho que merecia um prémio da Quercus (ou um subsídio do Governo)


(*) a minha única birra com o Acordo Ortográfico - tirar o "h" em humidade é coisa que nunca me vão convencer a fazer...

Iodo: Malta à porta

Mais uma grande música da altura da "explosão do rock português".

Do Norte

A TSF transmitia hoje de manhã um anúncio de um concurso vocacionado para empresas "do Norte", patrocinado por uma qualquer comissão coordenadora "do Norte" e mais não sei que organismo "do Norte", para projectos que beneficiassem "o Norte", etc.

Ao fim de meio minuto, a palavra "Norte" já me causava náuseas.

Depois, abri a net e li uma notícia sobre o Magalhães e as suspeitas de corrupção que a União Europeia tem (não é só ela, enfim...) relativamente a todo o processo. Mmm... a JP Sá Couto é uma empresa "do Norte"... Querem ver que o Governo ainda ganha o tal concurso? Ainda por cima, o ministro das Finanças é "do Norte".
Previsivelmente, Pinto da Costa denunciou a colocação no YouTube de várias escutas relacionadas com processos por corrupção como uma campanha da imprensa lisboeta.

Eu perdoo-lhe as vigarices, consigo rir-me do irredentismo pacóvio mas... a falta de imaginação da personagem é que me deixa lixado!