Conversa de informático (4)


(...) a partir da CS3 tens de ter uma layer com actions a chamar um button (...)

O autor da frase é opositor do Acordo Ortográfico...

Festa de patos

A festa na Fábrica da Pólvora parece ter sido de arromba. Estará o pato em coma alcoólico?



Para acabar um dia chato com uma música alegre...

Fábrica da Pólvora (Barcarena)

O 'hip hop' também mata

Deixo aqui uns excertos de uma crónica do "às vezes insuportável, muitas vezes brilhante" Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias. Com a devida vénia, claro.

(...)No seu primarismo, o hip hop tem pouco a ver com música e muito a ver com uma atitude de confronto face a uma sociedade que é, ou que se imagina, discriminatória. É, vá lá, um estilo de vida, traduzido à superfície no vestuário ridículo e nos gestos animalescos. E nas letras das "canções" (?). As letras, que certa "inteligência" considera "poesia das ruas", são, além de analfabetas, manifestações de rancor social. Por norma, são também glorificações do crime e panfletos misóginos.(...)

(...)Vale a pena lembrar que, em tempos realmente opressores, os pretos inventaram o jazz, um dos maiores contributos da América para a humanidade. E vale a pena lembrar o exemplo de Louis Armstrong, um génio que os "radicais" achavam o paradigma do "traidor". Tudo porque, tendo sofrido na pele a discriminação, Armstrong preferiu combatê-la pelo talento e não agravá-la através de inanidades gritadas por cima de uma caixa de ritmos.(...)

(...)o hip hop é a sujeição dos pretos ao que o "multiculturalismo" em vigor deles espera. Ao trocar a literatura pela "poesia das ruas", a música pelo ruído, a educação pela agressividade, o esforço pela automarginalização, a única afirmação do hip hop é a da inferioridade. Se levado a sério, o paternalismo condescendente limita os membros de uma etnia a uma existência parcial nas franjas da legalidade. E não anda longe do folclore abertamente racista.(...)




Palavras sábias!

Para ler a crónica completa, é só carregar... aqui e aqui
(...)Só é de lamentar a morte das crianças,que nao iram crescer,brincar,dar alegrias as familias isso sim é que se devia de comentar e lamentar.(...)



Comentário deixado por um visitante na notícia "Duas crianças entre os mortos no acidente da A25"


O grau de estupidez contido em semelhante comentário raia o criminoso. E não me refiro aos erros ortográficos mas sim à profunda irracionalidade sentimentalona que leva alguém a achar que, perante um cenário de morte e destruição, apenas as criancinhas merecem ser choradas. Os outros, todos os outros que tenham passado a fantasiosa barreira cor-de-rosa da "inocência" (onde é que ela fica, hoje em dia?), esses, que se fodam em grande porque a idade os tornou não desejáveis. Mesmo que sejam os pais de agora órfãs criancinhas que também não vão poder inundar o mundo com a sua idealizada alegria infantil - e birras, e choros, e manias -, porque os papás bateram merecidamente a bota - eles que já eram adultos, feios e maus...

E esta mentalidade miserável de gente incapaz de ver o mundo para além das suas pífias paixõezinhas e moralismos pacóvios é continuamente alimentada por títulos como o do Diário de Notícias. Afinal, é para isso que serve a informação, certo?
"(...) o helicóptero aparcou na faixa de rodagem"

Um graduado da GNR descrevendo a assistência aos sinistrados de um acidente.

Questão de tostões...

Com esta tabela de preços, é forçoso dizer que alguém na belíssima Fábrica da Pólvora (Barcarena) gosta de fazer a vida difícil aos outros...

Arquitetura portuguesa (ou o enfado como fado)

O que se passa em Portugal que quase nenhuma estrela da arquitetura mundial consegue ver cá construída uma obra sua? Frank Gehry projetou a remodelação/recuperação do Parque Mayer (ainda no tempo do Santana Lopes) e... nada! Renzo Piano projetou a urbanização "Jardins de Braço de Prata" (precisamente nessa zona) e... nada! Norman Foster projetou a recuperação do aterro da Boavista, em Santos (Lisboa) e... nada! Zaha Hadid, provavelmente o grande nome da atualidade, concorreu ao terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e... ficou em quinto lugar! Oscar Niemeyer tem um projeto parado na zona de Chelas desde 1999 (e o do Algarve nunca arrancou)...

Resumindo: enquanto o mundo lá fora se enche de obras de nomes consagrados, ciente de que um edifício não vale só pelas suas funções mas, também, pelo aspeto e, consequentemente, deve ser encarado como arte no espaço público e algo de enriquecedor para o património, nós, aqui no retângulo, continuamos entregues ao "cinzentismo" dos arquitetos nacionais e da sua total falta de creatividade. Há lobbies? Há cunhas? Como é que se compreende que apenas existam no território nacional três obras concluídas assinadas por mestres internacionais (Casa da Música, Porto - Rem Koolhaas; Estação do Oriente, Lisboa - Santiago Calatrava; Hotel-Casino da Madeira, Funchal - Oscar Niemeyer)? Não se compreende. Sobretudo se pensarmos que os três exemplos mencionados são absolutamente marcantes nas cidades onde estão e, até, ex-libris das mesmas. Porquê, então, esta espécie de alergia?

Dirão alguns que temos em Portugal bons arquitetos. Dirão, até, que temos dois nomes "sonantes" (Siza Vieira e Souto de Moura). Não contesto a classificação embora possa contestar algumas das obras (aqueles edifícios de Siza Vieira na Rua do Alecrim...) mas isso - a prata da casa -, não pode de forma alguma justificar que o nosso país esteja ficando para trás numa autêntica correria ao "landmark". Há, inclusivamente, destinos que não só utilizam a arquitetura contemporânea como forma de incrementar o turismo mas vão até buscar a ela uma espécie de razão de ser. Portugal não parece estar interessado nisso e hoje, como sempre, remete-se ao orgulhosamente sós e à pútrida mentalidade do "pobres mas honrados".

Que nos oferece a arquitetura portuguesa da atualidade? Refiro-me à arquitetura "grande" e não aquela dos condomínios e pequenos arranjos urbanos. Que nos mostram os artistas do croquis que seja capaz de nos entusiasmar? Pouco, muito pouco e, sobretudo, muito do mesmo. Olhar para uma casa ou um edifício de conceção nacional é um exercício no campo da monotonia. Ele é o betão à mostra, ele é as paredes brancas, ele é os ângulos retos, ele é a negação da curva, ele é os paralelepípedos... O popular termo "caixote" parece ter-se entranhado na mente dos nossos autores à força de tanta repetição de modelos estabelecidos (escola do Porto?). É a velha questão do que se quer fazer e do que querem que façamos. Espera-se o quê de um arquiteto luso? Que faça uma coisinha discreta, simples, que seja luminosa, que mantenha uma escala humana, que tenha muito branco, enfim, que seja chata! Creatividade, se a há, deve estar escondida num poço fundo, com medo de que alguém a roube.

O projeto de Zaha Hadid para o terminal de cruzeiros em Lisboa foi considerado "arrojado" para a cidade de Lisboa. O país que permite a construção de um monumental monstro de mau gosto como a igreja que Troufa Real defecou na prancheta e que reinará no alto do Restelo ou - ainda da mesma criatura -, outra igreja, desta feita em Miraflores, e que parece nascida de um pesadelo de ficção científica, esse país, dizia, permite-se o luxo de tornar em defeito algo que é, normalmente, considerado uma qualidade. Para as brilhantes mentes nacionais, adjetivar de "arrojado" um projeto é uma forma de diplomaticamente mandar alguém às urtigas por não se enquadrar nos monos padrões nacionais. Achar que as belas e definidoras obras da arquiteta iraquiana merecem ser postas de lado por serem diferentes (quando em todo o mundo essa diferença lhe é reconhecida como a maior das qualidades) demonstra à saciedade a força do espartilho que nos impede de caminhar ao lado dos outros.

As monstruosidades de Troufa Real (que, honra lhe seja feita, não é alguém que alinhe no minimalismo vigente), a frieza de Siza Vieira e do sem número de imitadores que o seguem, a chateza quadradona de um Carrilho da Graça, e a massa de autores mais ou menos anónimos que vão enchendo o país de enormes sólidos, tudo isto compõe o muro no qual esbarra o mundo.

Com tanta coisa em que o protecionismo era tão bem aplicado, logo nos havia de calhar a arquitetura!

Burros sem espelho

Uma dupla nacional (Tiago Barros e Jorge Pereira), em resposta a um concurso apelando a ideias para uma ponte para ciclistas em Lisboa, optou por uma abordagem divertida que consistia na recusa da premissa (uma ponte) e na criação de uma alternativa em que seriam os carros a passar por cima da ciclovia. Como? Simples: literalmente saltando.



A coisa (veja aqui) é tão disparatada mas, ao mesmo tempo, tão elaborada que se enquadra perfeitamente naquilo a que os americanos chamaram um "hoax" - informação fictícia mas aparentemente credível. E os próprios patrocinadores do evento (a Galp e a ExperimentaDesign) reconheceram-lhe valor enquanto tal.


O "projeto" anda por aí, pela internet e fui dar de caras com ele no site brasileiro Jalopnik onde, para espanto de qualquer pessoa inteligente, a maior parte dos comentadores à notícia (ver aqui) não só acreditaram que se tratava de um plano real como aproveitaram para chamar aos Portugueses... burros.

Prato nacional brasileiro? Palha com feijão...

Agora, digam lá se, às vezes, não apetece pensar que fomos enganados com aquela coisa do tratado de Tordesilhas?...