Santana Lopes já é santo?
A fruta do Brasil
Passando à frente da óbvia estupidez que é enviar mensagens políticas para endereços de outro país (aquilo vai a eito, já se sabe), gostaria aqui de manifestar o meu inutilíssimo apoio a qualquer candidato que prometa acabar com a maior exportação brasileira da atualidade: o SPAM.
Pior do que os travestis no Conde Redondo, as prostitutas nos bares, as telenovelas na SIC ou os jogadores do Braga, são aquelas mensagenzinhas ridículas que invadem aos milhares a minha conta de correio eletrónico - prometendo-me saúde férrea, juventude eterna, ereções gigantescas, fortunas colossais ou tão-só apelando a uma contribuiçãozinha para não sei que causa perdida no meio da selva - seja ela de betão ou de árvores a sério.
Aos travestis só recorre quem gosta, às putas só vai quem quer, a televisão só liga quem não tem mais nada para fazer e, quanto ao futebol, só paga bilhete quem for masoquista. Agora, o SPAM... essa é que é uma praga à qual não se consegue fugir! Pior do que SPAM, só ser obrigado a escutar o Gilberto Gil cantando o "aêee, aôô, aêê" ou qualquer outra das poesias pela qual é mundialmente conhecido na sua cidade.
Portanto, arranjem lá um candidato que ponha no programa de Governo "acabar com aqueles safado que envia mensagem pró correio dos outro" que eu prometo, desde já, fazer campanha por ele, aqui deste lado do mar.
Pode ser? "Nóis agradece".
Chegou-me agora do Algarve um anúncio de um evento de observação de aves, em Sagres.
Como nenhuma zona do país (com exceção de uma parte do Funchal) é tão "aberta" à modernidade anglófila como o ALLgarve, os organizadores do encontro resolveram chamar-lhe "Birdwatching Festival Sagres".
Birdy, birdy... BARDAMERDA!
Como nenhuma zona do país (com exceção de uma parte do Funchal) é tão "aberta" à modernidade anglófila como o ALLgarve, os organizadores do encontro resolveram chamar-lhe "Birdwatching Festival Sagres".
Birdy, birdy... BARDAMERDA!
Playboy PT: o fim
Pois é, acabaram-se as férias, está-se de volta ao trabalho e, apesar de muita coisa para escrever, a preguiça é tanta que não deixa vontade para mais do que largar aqui umas coisas rápidas.Por falar, em rapidez... Acabou mesmo por ser rápido o fim da edição nacional da Playboy. Ao que parece, aquilo nasceu torto e, só para confirmar o ditado, nunca se endireitou. É pena, mesmo que o núcleo da revista (as "piquenas" nuas) nunca tenha sido nada de especial (foi fraco, até - e a última edição mostra-o bem).
Para a posteridade, para que todos se possam lembrar de mais uma tentativa abortada de ter uma revista "masculina" aqui no retângulo, deixo o link para um arquivo de capas (e não só...) da Playboy, à escala mundial. Divirtam-se!
LINK: Playboy Cover Archive
PS: a nível de curiosidade, "Rita Mendes" e "Playboy" continuam a ser as expressões de entrada mais comuns para este blog. Convenhamos que houve coisas muitíssimo melhores do que o ensaio envergonhado da apresentadora, não?
As tainhas são umas "gandas" doidas!
A Europa-América publicou mais um utilíssimo guia prático capaz de fazer as delícias dos amantes da "arte" da pesca.Da autoria de Henri Deuil e traduzido pela Ana Maria Castro Gonçalves, é um livro que nos reserva pequenas surpresas como esta, do capítulo dedicado às tainhas:
(...) Há alguns [iscos] que se desmancham mal o peixe lhes dá uma chupadela e, portanto, não chegam a ter utilidade.
O toque da tainha é deveras emocionante, porque não é um toque direto, antes parece que ela se diverte a brincar com o isco. Vem uma e chupa-o com as pontas dos lábios, mordisca-o, cospe-o. Vem outra e faz o mesmo - e o isco a afastar-se de nós...
Mas não tenha presa. Quando uma tainha engole o isco, o engole mesmo, mergulha a grande velocidade e a bóia afunda-se. Então dê-lhe linha, deixe-a cansar-se antes de ferrar. (...)
Agora percebi o porquê de haver tantos filmes porno passados em barcos de pesca...
Bebedouro para anões
Ter um executivo de esquerda na Câmara Municipal é garantia de que toda a gente é respeitada, e as minorias ainda mais.Finalmente, alguém com juizo e, acima de tudo, muita sensibilidade, resolveu preocupar-se com essa discriminação gritante que é a ausência de bebedouros para anões. Para já, ainda é só um (ali na estação do Colégio Militar) mas em breve será possível às pessoas muito pequeninas saciarem a sede em mais locais da capital.
Só falta mesmo é ligar a água...
O Público é um jornal doente ou doentio?
O jornal Público tem uma vantagem em relação à concorrência: a "qualidade" do seu site. A partir daí, o pasquim do grupo Sonae é uma versão "chique" do Correio da Manhã, com a diferença de que o tempo que este último gasta convencendo a população de que vive num cenário de guerra, aquele usa na tentativa de rebentar com a autoestima da nossa população. Veja-se bem - sim, olhe-se e pense-se -, na fotografia escolhida para ilustrar um evento tão pouco importante quanto uma cidadã nacional (Telma Monteiro) ter sido vicecampeã do mundo de Judo. É uma imagem de força? Não É uma imagem de confiança? Não. É uma imagem de energia? Não. É a imagem de uma derrotada, de alguém derreado enquanto o adversário comemora a sua superioridade.Esta fotografia - que o jornal poderá dizer que foi a única que recebeu (desculpas de mau pagador) -, é apenas mais uma arma numa campanha de denegrimento da nação. Se a judoca portuguesa é a segunda melhor do mundo (feito inegavelmente brioso), então, há que salientar o lado negativo da questão: a derrota. Telma Monteiro, falhou. É portuguesa e morreu na praia. Está ali, caída, impotente, sem ser capaz de mais, e isso é o Povo Português, a gente fraca que nunca vence e toda a vida se recorda de que esteve "quase lá".
Os jornalistas do Público sabem o que fazem. Quem os manda fazer isto, também sabe. E nós sabemos porque eles o fazem, da mesma maneira que nos apercebemos da perseguição a figuras públicas (sem que nunca se chegue a lado algum), da constante exposição dos podres da sociedade, do enaltecimento (!) da conflitualidade, da secundarização de notícias inegavelmente positivas, dos fretes prestados a países estrangeiros, etc.
Pobre Telma que não venceu. E pobres de nós que não nos conseguimos ver livres desta porcaria...
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