Vontade de chatear (19)

Este admirável cidadão, certamente pressionado pela falta de espaço e de tempo, resolveu estacionar durante, pelo menos, um dia e meio, o seu popó de forma a que os tolos que ainda insistem em andar a pé fossem obrigados a dar uns passinhos na estrada (que, já de si está reduzida a quase uma só via, por causa do estacionamento em terceira fila). Agradeçamos ao animal, o "cuidado" que teve...

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

As anedotas sobre Carlos Castro

O assassinato de Carlos Castro parece ter dado a este blog o seu maior êxito de sempre: mais de 1800 visitas de pessoas procurando anedotas sobre o falecido (e, de caminho, sobre o Cláudio Ramos). Embora possa parecer abusivo da minha parte, a verdade é que creio ser possível extrapolar este valor para fazer uma análise da forma como as pessoas reagiram ao homicídio. Basicamente, o pessoal caga no assunto e aproveita para se divertir com os pormenores sórdidos com que os jornalistas (os "verdadeiros") enchem as páginas das revistas e jornais.

Contrariamente ao que os jornalistas querem impingir, não há choque nenhum para as pessoas. Contrariamente ao que os habituais defensores dos bons princípios querem fazer crer, as pessoas também não têm qualquer ódio contra Carlos Castro por causa deste ser homossexual. Não, as pessoas apenas o achavam ridículo. Tudo muito mais simples e descomplexado.

Portanto, e para fazer a vontade a tanta gente que demanda estas paragens procurando humor sobre o "cronista", aqui vai a verdadeira história do que se passou naquele quarto de hotel em Nova Iorque...

"Modelo" - Quero cortar relações contigo!
"Cronista" - Cortas mas é o caralho!!!

O orgulho de Mourinho

Mourinho é português. Mais do que isso: Mourinho é orgulhosamente português. A surpreendente revelação do melhor treinador de futebol do mundo (antes, durante e depois de qualquer prémio) foi feita na entrega da Bola de Ouro, quando o craque do banco pedia desculpa por falar em... Português. Mourinho (o Rosé, como foi anunciado), mais tarde confessaria (instado por um jornalista) que tinha "planeado" falar em Português. Mourinho é tão organizado, tão organizado que até "planeia" agradecer um prémio na sua língua materna, algo que tanto espanhóis, argentinos, brasileiros, ingleses ou marcianos fazem da forma mais natural do mundo e sem necessidade de pedirem desculpas a ninguém. A diferença estará, quiçá, no orgulho. Os outros não se orgulham de quem são nem de onde vêm. Mourinho, sim. E, por isso, pede desculpa. Nós, os portugueses que gostamos de Mourinho e que até lhe perdoamos a birra de se recusar a responder em Português nas conferências de imprensa quando interpelado por jornalistas lusófonos; nós, os portugueses que lhe chamamos "special one" e "el especial" e "Mou" (preparem-se porque a comunicação social anda a apostar nesta, a reboque da espanholada - como sempre), nós perdoamos que aquele que é, juntamente com Cristiano Ronaldo, o maior embaixador do nosso país, o vencedor de duas Ligas dos Campeões, uma Taça UEFA, um campeonato inglês, outro italiano, um ou dois portugueses e mais umas minudências, ache que deve pedir desculpa por falar na língua que - por acaso -, até é a da maior potência futebolística mundial. Nós até perdoamos a Mourinho porque, no fundo, apesar de toda aquele ar de "venham todos, quantos são?", o José é tão "tuga" quanto qualquer outro, com a única diferença de que é absolutamente fantástico na sua profissão (como muitos outros portugueses são). O fundo psicológico, o complexo de inferioridade, a pequenez de espírito... está lá tudo, tão enraizado como em qualquer outro José... Povinho.


P.S. - segundo a RTP, Mourinho comoveu toda a gente ao falar em Português. E ainda há quem tente passar a ideia de que a nossa língua é uma das "grandes línguas do mundo". A língua talvez seja; já os seus falantes, não passam de uns perfeitos merdas...

Morreu Carlos Castro

A morte do cronista social Carlos Castro prova-nos que há males que vêm por bem: nunca mais se gastará uma folha de papel a publicar o pegajoso lixo que a personagem escrevia e do qual se orgulhava tanto a ponto de reivindicar o título de "jornalista". 2011 pode vir a ser um ano terrível mas, para já, há esta razão para comemorar. Não a morte da criatura (que sempre servia para nos rirmos dos seus tiques) mas o fim da sua "obra". Aleluia!

Anedota:
P - qual a diferença entre o Cláudio Ramos e o Carlos Castro?
R - o Cláudio Ramos é pai; o Carlos Castro nunca será mãe

Mas o CC não se despediu do mundo de forma normal. Morreu assassinado, pelo seu companheiro um século mais novo (o Bloco não vai poder falar em homofobia), numa cena de faca e alguidar, castrado num hotel... Único pormenor de classe: era em Nova Iorque, a cidade preferida de tanta gente que apreciava as bacoradas do defunto.

A próxima gala dos travestis (o graaaande orgulho do Castro) - esse magnífico espetáculo feito de homens imitando matronas e cantando em playback -, tem de homenagear a morte heróica (certamente em nome do amor) do seu mentor. Proponho desde já uma roda de sevilhanas cantando canções da Shirley Bassey.

Anedota:
P - porque razão os travestis adoram o Acordo Ortográfico?
R - porque transformou os "espectadores" em "espetadores"...

Já o companheiro de Carlos Castro - e principal suspeito da sua imobilidade -, apareceu num hospital com os pulsos cortados. Parece que se queria suicidar. Das duas uma: ou se arrependeu ao perceber que tinha a hipótese de passar dezenas de anos fechado numa prisão cheia de homens, ou foi uma coisa do tipo "Agaaaaarrem-me, senão, eu mato-me! Então, ninguém me agarra?!"

A morte de Carlos Castro(ado) foi, pelo menos, de tão mau gosto quanto a sua existência...

O mais desejado...

Já não bastava o mau tempo vir juntar-se à seca das obrigações familiares, ainda por cima uma das poucas coisas boas que o Natal ainda tem, este ano, resolveu não aparecer.

Eu sei que a tradição já não é o que era e que o mundo começa a ficar em pantanas mas... custa assim tanto manter alguns costumes? É só um diazinho por ano, que raio! É que a continuar assim, um dia ainda vamos ter este saboroso amigo a brilhar numa nova edição da "caderneta de cromos" feita pelo filho do Markl...

Uma grande verdade...

Comentário deixado no jornal Público, numa notícia sobre a enésima vez em que um responsável benfiquista justifica as falhas do seu clube com as arbitragens...

“É verdade. O Benfica, é objectivamente importante. Porque a relação entre a sua cantada grandiosidade e a sua real pequenez, conjugada com a real dimensão do seu grupo de simpatizantes, é muito da expressão do nosso país. O Benfica, é hoje um espelho de um certo Portugal, que vive de glórias passadas, na ilusão de uma dimensão que quem vê não reconhece ou identifica, e só existe na visão distorcida de quem só sonha e não concretiza. Tem outra virtude o Benfica, é um imenso território de escárnio, que se ajusta na perfeição, á maledicência sustentada e coerente. O Benfica é bom, para aliviar os males do dia a dia. É excelente, para dizermos mal de nós próprios, como quem fala dos vizinhos. O Porto não. O Porto, suscita, inveja, incapacidade de viver com o sucesso, irracionalidade. O Porto ganha, é uma máquina de triturar, avança indiferente à envolvente. O Porto, não somos nós, é uma realidade alienígena neste país. É a expressão daquilo que não conseguimos ser enquanto país e povo. O Porto odeia-se, porque é a verdadeira mostra do que podíamos ser, se não fossemos tão maus."


Para ver aqui: http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1472339

Uma noite feliz!...


...ou não...











(...) previsto no nº8 do artigo 123º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas e regulamentado pela Portaria nº 363/2010, de 23 de Junho, vimos ao abrigo do artigo 59º da Lei Geral Tributária, para efeitos do nº 3 do artigo 5º da referida Portaria (...)


O Governo resolveu acabar com o "juridiquês". E para quando o fim destes textos do próprio Estado?

Conversa de informático (6)

(...) o código é hand made, pelo software developer, from scratch, tudo do mais straight forward (...)

Uma burka para a Heloísa!

Heloísa Apolónia é uma das caras mais conhecidas do nosso Parlamento. Isto poderia parecer paradoxal já que o seu "partido" ("Os Verdes") tem tanta representatividade no panorama político nacional como a secção de damas da sociedade recreativa do meu bairro. No entanto, o partido ecologista não é mais do que uma espécie de filial do Partido Comunista Português que o utiliza para poder concorrer às eleições como coligação, não sendo assim obrigado a mostrar nos boletins de voto o odioso emblema da foice e do martelo. Um perfeito partido melancia (verde por fora, vermelho por dentro) como o descrevia há muitos anos o bom do Gonçalo Ribeiro Telles, pessoa que, como se sabe, não percebe rigorosamente nada de natureza...

É portanto, como deputada comunista encapotada que a Heloísa aparece frequentemente nas nossas TV's, sempre com um ar indignado e a voz a querer ir "lá para cima", como quem diz, "ou me dão atenção, ou ficam com uma dor de cabeça!". É o PCP, repito, que dá tempo de antena a esta personagem.

E a Heloísa aproveita bem os seus momentos para nos fazer lembrar porque razão a maior parte das pessoas não vota nos comunistas: ontem, por exemplo, esta criatura, deputada da Nação e paga com o dinheiro dos contribuintes (deriva populista aqui...) surgiu indignadíssima (era preciso referir isto?) com o (pretenso) facto de o presidente do BCP-Millennium ter oferecido os préstimos da sua instituição para passar aos EUA informação sobre as finanças iranianas caso fosse permitido ao nosso maior banco privado fazer negócios na terra dos Ayatollas.

Como é que isto pode acontecer?! É preciso esclarecimentos! - diz a Heloísa perante as câmaras. O espetador, mais ou menos a medo, já com as mãos perto dos ouvidos (não vá a indignação subir de tom) concorda: como é que se pode fazer negócios com um país onde a lei islâmica é aplicada, as mulheres são humilhadas e tidas como seres secundários, a pena de morte existe para coisas como o adultério, o apedrejamento é forma de execução, o Estado é tirânico, o regime professa a intolerância religiosa, as mais altas figuras políticas negam publicamente o Holocausto enquanto apelam à extinção física de Israel, etc. e por aí fora?! Não se pode, já se vê! A Heloísa tem razão: é preciso esclarecimentos!

Mas, depressa o ingénuo cidadão se desilude porque a Heloísa entra a matar: "passar informações aos Estados Unidos?!" Então, um banco português oferece-se para passar informações ao regime americano? E, ainda por cima - acrescento eu -, um banco privado!

Por esta altura, o espetador tira mesmo as mãos dos ouvidos e, quer a Heloísa puxe pela voz, ou não, as orelhas têm de cumprir bem a sua função: ouvir o que a mulher diz. O cidadão, até ajuda, para perceber melhor... O problema da nossa deputada não é que o BCP queira lucrar fazendo negócios com o Diabo mas sim que, depois, vá contar coisas aos americanos... A incredulidade instala-se no ouvinte mas, tão depressa como veio, surge-lhe a recordação de que esta mulher pertence ao mesmo grupo de indivíduos que tem como líder parlamentar um rapaz que considerou a Coreia do Norte um "exemplo de democracia". E, aí, fica no ar uma pergunta: não devia esta gente ser mandada para o quinto dos infernos? A Heloísa, por exemplo, ficaria maravilhosa numa burka (lenço só não bastava, era preciso tapar tudo) e, se de caminho a proibissem de falar, não só os homens agradeceriam como o próprio Alah se sentiria no céu.