Um aluno da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL (aquela ali na Av. de Berna, para onde vai o pessoal com alergia à Matemática) morre durante uma aula da manhã. Como consequência, a direção do estabelecimento resolve cancelar as aulas nesse dia.

Depois, digam que a culpa é dos políticos...

Os campeões e os mercados

Qual será a reação dos mercados à vitória do Porto? Um país com seis milhões de frustrados é um país com baixa de produtividade e maior conflitualidade social. As taxas de juro irão aumentar? Terá a Nação de recorrer, finalmente, aos famigerados FMI e FEEF por causa do jogo de ontem? E, se isso acontecer, poderão os seis milhões dizer que a culpa é do Pinto da Costa?
A TV digital terrestre já anda por aí e, com ela, a obrigação de fazer despesa para quem ainda não tenha qualquer ligação por cabo. Nessa espécie me incluo.

O Bloco de Esquerda exigiu que, do pacote de canais a disponibilizar gratuitamente, constassem a RTP-Memória e a RTP-N. Igualmente exigiu que a RTP fizesse esforços para que as suas emissões fossem recebidas na Galiza.

Às vezes, por mais que custe, há que reconhecer que até aqueles que mais desprezamos podem ter boas ideias e defender valores corretos. No caso, O BE está de parabéns. Só é pena que, à força de tanto disparate, seja ínfima a hipótese de alguém o escutar...

Vou beber uma água das Pedras...

Sinel de Cordes ao pescoço?




Rui Sinel de Cordes e o seu humor ácido, no especial de Natal que acaba de fazer a Entidade Reguladora da Comunicação social processar a SIC Radical.

Curiosamente, a ERC parece preocupar-se mais com o assunto do que as próprias vítimas (que o são!) da língua fodida do humorista...

O Brasil, a dívida e a memória



Felizmente, há sempre quem tenha memória.

Para ver melhor, carregue na imagem ou vá ao jornal Público

Metal do próximo oriente




A banda da esquerda é turca e a da direita é "curda".
E pronto, está lançada a discussão :)

António Barreto sobre a situação do país



Notável!

Preocupações de um anónimo

Comentário deixado numa notícia do Diário de Notícias:

o palinho das feiras ves a vergonha que puseste o nosso pais nen para a gurra da libia prestamos so temos F 16 se tivessemos F18 tom bem que nos agora ficavamos na fotografia a bombardiar a libia e eramos conhecidos mondialmente como gurreiros mas nao tenham pena que se o palinho for primeiroM ele vai conprar subemarinos com asas e depois esses maus que se metam com nosco mas digo ainda bem que nos os portugueses nao etramos nessa guerra porque o nosso govreno temmais em que se procupar agora amdam muito procupados em resolver os problemas do pais vejam la que agora ate ja vao trabalhar ao domigo e triste nao e ums sem faser nada e estes pobres politicus trabalharem tamto ate ja nao tem tempo de ver as comtas deles almentarem no bamco


Entende-se a indignação deste cidadão anónimo perante a nossa não comparência nos bombardeamentos à Líbia (por oposição aos nossos vizinhos). Por mim, oferecia-lhe já uma viagem sem regresso para Tripoli, ao abrigo de um programa de guerra psicológica...

Roger Waters no Pavilhão Atlântico

Primeira noite das duas de Roger Waters em Lisboa. Dia inicial da digressão europeia da obra maior dos Pink Floyd. O pavilhão estava - como se esperaria -, cheio. A mistura de idades e classes sociais era total. À nossa frente, um palco ocupando toda a largura do pavilhão, com o "fatal" muro parcialmente montado.

O espetáculo foi um festival visual, baseado, sobretudo, em conteúdos originais (ou adaptados) e apenas recorrendo a imagens do filme nalguns pontos. Houve, portanto, imensa novidade para nos encher os olhos (eu ia escrever isto no singular mas parecia mal...).

A única coisa que não funcionou na perfeição foi a colocação das cintas suspensas com altifalantes e que tapavam a vista do écran central, de forma redonda (todos o conhecemos, certo?). De resto, perfeição, perfeição, perfeição...


Pontos altos da noite:

1) a acústica: mais uma vez se provou que o Atlântico tem boa acústica. É preciso é que os técnicos saibam do que fazem e não abusem no volume. O som, ontem, estava límpido e, pela primeira vez em muitos anos, não coloquei tampões nos ouvidos.

2) a obra-prima: The Wall é uma obra-prima da música de todos os tempos. É uma daquelas coisas que se entranha em nós ao ponto de todas as notas nos parecerem familiares.

3) o preço: são concertos destes que me fazem recusar terminantemente a ir ver uns Manowar (EUR 38), AC/DC (EUR 50), Madonna (EUR 60) ou Bon Jovi (EUR 50). Há limites para a chulice.

4) a menor demagogia: há que olhar, por vezes, para o lado perante a damagogia barata acerca dos "totalitarismos" económicos e políticos mas também há que convir que o homem já não se limita a olhar para um dos lados da barricada.

5) a execução: com uma ou outra variação, o The Wall foi tocado na perfeição (em termos técnicos e de respeito pelo original). Faltou a voz doce de Gilmour mas o seu substituto portou-se bem. Já Roger Waters canta ao vivo como num disco. Perfeito!

Para nunca mais esquecer!!!