Ajude os outros com o seu IRS

Atendendo a que tenho tido várias visitas relacionadas com a oferta de uma percentagem dos nossos impostos a instituições diversas, deixo aqui o link para a lista atualizada.


info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/17F11DE3-3096-467F-B52B-169C7C4936E5/0/mapa_consignacao_IRS_2010.pdf
Agora que o Parlamento finlandês se prepara para votar contra a participação na ajuda financeira a Portugal (sim, foi preciso chegar a nossa vez, para os países se fazerem esquisitos...), é caso para perguntar aos nossos fantásticos dirigentes (os atuais e os antigos) se devemos continuar a ver a Finlândia como o exemplo a seguir. Afinal de contas, eles aprendem Inglês desde pequeninos (como gostava tanto Jorge Sampaio), usam computadores desde tenra infância (como aprecia o nosso PM) e fazem outras n coisas que lhes permitem ser prósperos e maduros.

Portanto, nada a criticar: eles têm razão, certo?
Na conferência de imprensa que antecedeu a partida entre o Real Madrid e o Tottenham não foi possível aos jornalistas portugueses, por imposição do Real Madrid, fazer perguntas em Português. Nas conferências de imprensa da Liga Portuguesa também se passa o mesmo: só se ouve Castelhano. E ninguém se importa, claro.

A culpa disto, também é dos políticos?

"(...) o problema é que estamos com um problema, que é o problema de saber (...)"


Miguel Guedes, no Trio d'Ataque (RTP, 2011/04/13)

E não se pode exterminá-los?



Comentário de um brasileiro, deixado numa notícia do Estado de São Paulo a propósito da recente vinda de Dilma Rousseff a Coimbra.

Mais do que o nome ridículo ou o ódio que escorre das palavras, o que me deixa absolutamente pasmado é que este animal se afirma professor de História. A sê-lo verdade, isso explica tanta coisa sobre o Brasil...

(carregue na imagem para ler melhor)

DN: erros a mais

À esquerda, um bom exemplo do que é o descuido e o desleixo na produção de conteúdos noticiosos: uma notícia, publicada no site do Diário de Notícias (ver aqui), com aparente autoria do próprio jornal (vá lá, não é da Lusa) e onde, num pequeno texto, se contam, nada mais, nada menos do que nove (9) erros ortográficos.

Até ao momento, o artigo continua sem qualquer tipo de correção...

É caso para perguntar: a culpa disto, também é dos políticos?

Manoel de Oliveira - a homenagem

Parece que a Câmara Municipal de Lisboa vai homenagear o centenário realizador nacional, Manoel de Oliveira (o "o" é importante).

Cá por mim, sugeria a edificação de um monumento ao "espetador desconhecido", em homenagem a todos os que morreram de tédio ao ver as obras do "mestre"...

Zurrapa espanhola

Há algum tempo comprei no Continente uma garrafa de vinho espanhol. Fi-lo por duas razões: porque custava menos de um euro e porque o rótulo me chamou a atenção. Este, mostrava um mapa da Península Ibérica, com destaque para a zona de origem da marca (algures ali para o meio do deserto). Até aí, tudo bem. O problema é que a fronteira com a França estava lá mas a com Portugal, não. Estão a ver o esquema, certo?

Pesquisei pela marca na net e fiquei a saber que a "Don Simon" afirma ser a mais vendida em todo o mundo (entenda-se, a marca "espanhola" mais vendida) e, realmente, encontrei inúmeros sites (japoneses, por exemplo) onde este tinto castelhano estava à venda. Em todos eles, se mantinha o rótulo: Espanha é a península toda.

Anteontem, passei no Continente e reparei que os rótulos estão diferentes. Calculo que a zurrapa no interior se mantenha de igual "desqualidade" mas, pelo menos, alguém deve ter chamado à atenção os cabrões responsáveis pelos rótulos. Em boa hora o fez porque eu já estava a preparar-me para perguntar ao Continente se também era partidário da união ibérica...

Resta saber se, por esse mundo fora, os rótulos também foram alterados ou se se trata de alguma edição especial aqui para o retângulo, para apaziguar os "rebeldes".

Ainda assim, independentemente do final, e como não sou propriamente ingénuo, não acredito que estas coisas aconteçam por distração. Estamos a falar de empresas, de cadeias de trabalho e responsabilidade, de muita gente envolvida e de um grau de ignorância extrema que é difícil de crer verdadeira (mesmo num espanhol habituado a consumir as zurrapas que lá se produzem). Portanto, distrações com coisas como fronteiras não me convencem. O problema é que nós, na nossa habitual bonomia, lidamos com estas canalhices com um certo desportivismo quando, na realidade, estes insultos (porque o são) mereciam mão pesada.

Como é que se admite que o Continente aceite ter à venda material onde Portugal é, pura e simplesmente, obliterado do mapa enquanto nação? Como é que se aceita que o Continente continue tendo à venda coisas de uma marca que, notoriamente, desrespeita os consumidores portugueses? Como é que se entende, finalmente, que o nosso Estado não tenha um qualquer departamento jurídico para rebentar em tribunal com os responsáveis por estas brincadeiras de mau gosto? É que não é só esta marca de vinho... ainda há algum tempo, uma loja de chocolates no CC das Amoreiras (junto ao MacDonalds) tinha à venda "moedas" de euro onde, também aí, a península aparecia como um só país (todos os outros tinham as fronteiras indicadas).

Depois, queixem-se...

Speekless



A "ida" de Fernando Nobre para o PSD (ver aqui) parece ter trocado as voltas a muita gente, a começar pelo "Luis Alcobia" que ficou "speekless" com a notícia. Não é só Fernando Nobre que parece ter inventado um novo conceito político (ainda que eu lhe dê o benefício da dúvida - por questões "práticas"), também há quem neste processo invente novas palavras. Conselho de "amigo": fiquem-se pelo Português...

Lisboa, Praça do Comércio