Sobre os direitos de autor

Os detentores dos direitos de autor vivem numa permanente ilusão: a de que, caso as pessoas não puxem as coisas "ilegalmente", vão, logo a seguir, comprá-las à loja. É mentira. Sendo certo que há alguma relação entre os "downloads" e a queda das vendas, a verdade é que, na maior parte das vezes, as pessoas só sentem interesse nas coisas por serem, precisamente, gratuitas. Ninguém vai comprar os DVD's de todos os filmes que puxe, nem os CD's de todos os discos que saque. Era impossível e, na maior parte das vezes, os "downloads" apenas se devem a curiosidade e nunca a um verdadeiro interesse.

Mas as pessoas gostam de ilusões. Fazer o quê?

Para ouvir e chorar de rir



Paredes de qualidade



Se um dia eu mandar construir uma casa, quero que seja este engenheiro a tratar dela!

(...) o caso BPN aparece sistemática e esporadicamente nos jornais (...)


Clara Ferreira Alves (Eixo do Mal, 2011/04/17)
Na sequência do fatídico terramoto e onda gigante no Japão, não parecem ser, apenas, água e partículas radioativas que estão sendo libertadas. Tudo indica que o spam também é uma das consequências do cataclismo. Nunca recebi tanto lixo japonês na minha caixa de correio... Em compensação, a porcaria com origem no Brasil quase desapareceu.

Archive: Controlling Crowds

Já repararam que o Mourinho até diz os nomes portugueses, com pronúncia espanhola? (Alvez em vez de Alves, por exemplo). É caso para dizer "proud to be portuguese", aposto.

Os clubes e as equipas

Muito boa, a passagem de três clubes portugueses às meias finais da antiga Taça UEFA. Muito bom, mesmo. Agora, extrapolar este feito para demonstrar a capacidade nacional para superar a crise, pegar nos jogadores e fazer deles exemplos de tenacidade lusitana, etc., etc., já me parece, mais do que absurdo, algo perfeitamente cómico. Então, ninguém vê que naquelas equipas quase não há jogadores portugueses?

Enalteça-se as direções portuguesas e os treinadores cá da terra mas, sejam também honestos e digam que as equipas propriamente ditas mais parecem uma embaixada do MercoSul!

E já nem falo dos capitais angolanos...

A tourada e o mundo

Sentado à mesa na casa de jantar do albergue onde estávamos hospedados - em Nápoles -, o rapaz finlandês perguntou-me: "A sério?! Também têm touradas em Portugal?". O tom entusiasmado do moço fez-me dar-lhe mais alguns pormenores sobre a nossa forma de corrida de touros. Notei um crescente interesse no meu companheiro de mesa e, pouco depois, apercebi-me de que ele já estava procurando imagens na internet, acompanhando o que via com um sorriso.

Vem isto a propósito de uma sondagem (vale o que todas valem) segundo a qual os Portugueses (ah, essa palavra repetida até à exaustão) acham que a tourada favorece a imagem do país lá fora.

Por mim - e apesar de ter tido antepassados toureiros -, nunca me senti particularmente entusiasmado pela Festa Brava. Acho as corridas demasiadamente longas. Tirando isto - o tempo que traz o tédio -, nada me move contra esta tradição. Admiro os cavalos, as roupas, os touros, as praças, toda a ideia de um tipo de sociedade agrária que está por trás da festa e que vai beber fundo à nossa cultura rural, tão ou mais válida, certamente, do que qualquer ideal urbano.

Ora, um dos argumentos geralmente usados por quem é "contra" é o da má imagem que a "festa" dá do nosso povo, de como ela é uma chaga aberta na nossa civilização e de como nós nos colocamos num patamar indigno perante os olhos do mundo. De vistas estreitadas por só se darem com certo tipo de pessoas, as criaturinhas complexadas que tanto se preocupam com a opinião dos outros, passam ao lado da realidade: a verdade é que o mundo está-se cagando para os direitos dos touros (aliás, está-se cagando para nós, de uma forma geral) e a perspetiva de entrar numa praça e assistir a uma manifestação cultural tão "exótica" e apelativa é coisa à qual uma boa parte dos turistas não foge. A provar isso, os pacotes turísticos feitos a pensar em estrangeiros e as praças esgotadas. Aqui ao lado, sabem bem disso e não perdem uma oportunidade para passar a ideia de bravura inerente à profissão de toureiro, tentando capitalizar o drama do confronto perante a morte como uma fortaleza do povo e, por conseguinte, da nação.

Depois? Depois, há os xoninhas do costume...

Veja a notícia aqui

Pequeníssimas sugestões para melhorar a situação

E pronto, chegou a minha vez. Depois de tanta gente andar por aí editando livros sobre como resolver os problemas do país, é altura de também eu me aventurar no árduo caminho do pensamento construtivo. De bitaites está o mundo cheio (farto, aparentemente não está, porque eles não param de ser dados) e, por isso, tentarei fazer qualquer coisinha melhor do que chafurdar em lugares comuns (que é o que a maior parte das pessoas faz).

A verdade é que basta uma pessoa abrir os olhos para se aperceber imediatamente de imensas coisas que estão mal: na máquina do Estado, no comportamento das pessoas, no funcionamento das instituições (privadas e públicas). Diagnósticos não faltam (embora, como é típico, para cada pessoa o problema seja sempre outro...), soluções - apontam-se algumas mas... quererão mesmo as massas (porque é a elas que cabe executar e sofrer) fazer o que deve ser feito? Temo que não. O cidadão comum é um bronco egoísta incapaz de raciocinar e de tentar ver as coisas "lá de cima". Ninguém está preparado para abdicar de algo para que o próximo prospere e a solidariedade só se manifesta em coisas muito concretas (e, ainda assim, SSE a Sónia Araújo fizer algum apelo na TV). De resto, que se lixem os outros.

Não tenho dúvidas de que a melhor solução para o problema nacional seria o extermínio puro e simples de... para aí um terço da nossa população. Com tantos calões, estrangeirados, vigaristas, corruptos, agressivos, traidores, incompetentes, burros e mais um milhão de defeitos que por esta terra florescem, era preciso cavar um buraco descomunal para por tanto lixo, é certo, mas, no processo, talvez ainda descobríssemos petróleo.

Infelizmente, a falta de verbas para munições, a par de muito sentimentalismo reinante na nossa sociedade, impede-nos de dar curso a este belo sonho pelo que, tendo de conviver com a canalha, há que tentar, pelo menos, minimizar os efeitos da sua existência. É, pois, para isso que irei deixar aqui o fantástico produto das minhas meditações.

Aguardem ansiosamente (mas não vão já a correr para os ansiolíticos)...