Lisboa - Alcochete: à borla e em grande estilo


Há quem diga que (numa tradução do "americano"), "não há almoços grátis". Mas a verdade é que, de vez em quando, eles existem. Ontem descobri um: uma viagem em autocarro turístico descapotável entre o Marquês de Pombal e o bonito centro comercial Freeport.

Duas vezes por dia (10:00 e 15:00), parte um transporte gratuito para Alcochete,com passagem na Fontes Pereira de Melo, Av. da República, Av. dos EUA, Chelas , Expo e, claro, ponte Vasco da Gama. A graça da viagem "lá em cima" está não só no desafio de resistir ao vendaval (sobretudo na ponte) mas, sobretudo, na visão diferente que temos de sítios que nos são tão familiares. Para mim, até deu para descobrir um novo parque público nas traseiras do Areeiro, invisível a quem ande "cá em baixo".

Depois, às 13:30 e 18:30, há transporte de volta. Ora, isto é mais do que perfeito para quem queira ir ao Freeport fazer umas comprinhas ou almoçar. Querem melhor? É aproveitar!

Curiosidade: no autocarro, apenas há informação sobre o Freeport em Inglês, o que quer dizer que, qualquer português que use o serviço e não conheça já o centro comercial, ou percebe Inglês ou não manja nada... E isto é tão "tuga", não é?

Um aviso, uma vez chegados ao Freeport: fotografias do centro comercial são proibidas :) A menos que metam alguém à frente. Isto porque as fotografias "familiares" já são permitidas... Agora, só dos edifícios, não pode ser. A estupidez é uma coisa incrível, não é?

Aproveitem o passeio e divirtam-se!
Segundo a publicidade do Meo, os batoques do concurso de emagrecimento
na SIC são os "novos heróis de Portugal".

E a gente a pensar que era o Rei do Pegu...
Preciso de um corretor autográfico.
Futre aconselha três jogadores chineses ao Benfica: Xau-Liga, Xau-Taça e o Xau-Uefa...



Comentário deixado no site do Diário de Notícias, numa notícia sobre os apuramentos para a final da Taça Europa.

A festa

O "Teatro do Eléctrico" já nos habituou a um estilo muito próprio: peças relativamente curtas, com tónica num humor quase absurdo, servidas por ótimos atores. Desta feita, a obra em cena no Teatroesfera (Queluz) é um original do italiano Spiro Scimone, traduzido por Jorge Silva Melo, e que nos apresenta uma família desfuncional: um pai bruto, uma mãe burra e um filho "espinhoso". Os três encarregam-se de nos provocar constantes gargalhadas com os seus comportamentos em casa.

Conselho: a não perder.

P.S. - às Quintas, é só cinco euros.

A malta quer é direitos!!!
Segundo a TSF, uma das medidas do acordo com a troika é a diminuição do IMT (uma das coisas que se paga quando se COMPRA uma casa). A ideia é incentivar o arrendamento.

Como?!
Acabei de ter uma reunião de trabalho para ser informado de que se estava a estudar formas de fazer algo...

Depois, a culpa é dos políticos...

Iron Maiden: mãozinhas diabólicas





Uma das qualidades das grandes músicas é que é possível serem tocadas numa diversidade de instrumentos, não perdendo o seu interesse e, muito pelo contrário, ganhando novas roupagens para gáudio dos fans.

Da maior banda do mundo já tínhamos versões em viola, violino, piano, harpa e, agora, em "mãos".

Vou ver se há alguma coisa feita com peidos de cona (ups... não devia ter escrito isto...).

Os Clã aterraram no CCB

Há gente que parece não conseguir fazer coisas más. Os Clã, atuais representantes da melhor música tripeira, parecem pertencer a essa classe de privilegiados. Seja em estúdio, seja em palco, a trupe liderada por Manuela Azevedo é uma coisa a não perder.

Ontem, a sala principal do CCB recebeu a apresentação do novo disco da banda ("Disco voador"), um trabalho supostamente de inspiração infantil e que, por isso mesmo, teve a assistir ao concerto muita pirralhada. Mas, felizmente para os mais velhos, o que para os Clã é um reflexo da inspiração que lhes causa o mundo dos mais pequenos, é, afinal, um disco tão audível como qualquer outro que a banda tenha produzido. Que ninguém se engane: lá porque não há canções de amor ou sobre a crise, isso não significa que os temas sejam coisa alheia ao grande público. Isto, ainda que muita gente se tenha alheado do espetáculo, levando a que quem estava nas galerias e balcões tenha sido convidada a ir para a plateia. Graças a Deus, pensei eu quando vi a oportunidade de fugir do lugar onde estava e onde me arriscava a ver os artistas substituídos pela visão de um corrimão (não se percebe como é que num local como o CCB é possível haver lugares de visibilidade reduzida - sem que estejam assinalados como tal!).

Bom... mas, quanto ao concerto, foi a habitual explosão de alegria que todas as atuações dos Clã são. Um palco bonito, em jeito retro anos 60, coreografias cuidadas e aquela sensação de estarmos a ver gente que, mais do que tocar junta, é cúmplice em cima do palco. Espetáculo dentro do espetáculo, o sempre esfusiante Miguel Ferreira.

Como surpresa para a banda, a receção ao tema "Asas delta" que deixou toda a gente cantando mesmo após o fim da canção. Infelizmente, a rigidez do planeamento dos espetáculos não fez a banda perceber que era aquela a canção que todos desejavam ouvir novamente. Não se perdeu nada com os "encores" mas... ficou a faltar aquela.

No fim, gente que se divertiu ao presenciar mais uma grande atuação daquela que é, provavelmente, a melhor banda nacional desde há uns bons anos.

Queremos mais!