João Gobbern é daquelas personagens que é impossível não despertar, em nós, inveja. Falo da inveja que se tem por aquelas pessoas que são capazes de tudo e em tudo são boas.

Lembro-me de quando o Gobbern falava de música e parecia dominar toda a cena com as suas então magras mãos, sabendo sempre o que estava mais na moda e tinha mais êxito nas lojas (nessa altura, vendia-se mesmo discos).

Depois, comecei a ler críticas gastronómicas e não pude evitar querer ser o Gobbern, nos melhores restaurantes, degustando requintados pratos e avaliando-os com o seu gosto exigente.

Agora, vejo um Gobbern crescido, grande... - que digo eu? -, enorme, botando faladura sobre as tricas do futebol nacional e fazendo-o com exatamente a mesma categoria com que nos informava sobre "singles" e LP's ou vichyssoises e tintos.

Coisas destas, nem o "Professor Martelo" consegue, meus amigos. Há que dar valor ao homem.

Música celestial

Esta noite o concerto do "Festival ao Largo" - dedicado aos planetas e ao céu -, foi tão bom que até o nosso amigo Darth Vader resolveu dar um ar da sua graça. Embora os colegas pareçam um pouco apreensivos, posso assegurar que o temível vilão esteve à altura e mostrou-se tão exímio no uso do fagote quanto do sabre de luz.

Temas da "Guerra das Estrelas", da sinfonia "Os Planetas", do "E.T." - entre outros -, fizeram as delícias da multidão que, uma vez mais, compareceu no Largo de São Carlos, em Lisboa. Dizem que amanhã se repete a festa. É não faltar!
O DN online está transformado num poço de imbecilidade.

É que já nem traduzir bem conseguem...

Merda de complexos

O programa cómico "Café Central" (RTP 2) mudou a pronúncia de uma das suas personagens. A "piquena" brasileira perdeu o sotaque. Aparentemente, alguém se terá queixado...

Uma coisa é um país fazer das anedotas de portugueses uma instituição nacional, outra coisa é os "tugas" resolverem brincar com uma "minina" brasileira. Não se admite, cambada de xenófobos!
A nova moda de anglicização da nossa língua parece ser dizer "retardado" em vez de "atrasado mental".

"Você não passa de um retardado!", parece-me coisa sem graça...

Rodriguinhos

Então, é assim:

1) O cliente telefona e pede para falar com o chefe
2) O chefe não está na sala e eu vou à procura dele
3) Encontro o chefe e digo-lhe que o cliente quer falar com ele
4) O chefe manda-me passar para uma sala e pedir a uma colega que diga ao cliente que ele (o chefe) não está
5) Passo a chamada para a colega
6) A colega diz ao cliente que o chefe não está
7) O cliente quer, então, falar com um colega meu
8) O meu colega está a falar com o chefe e, portanto, também não pode atender
9) O chefe diz à colega que ninguém pode atender
10) A colega diz ao cliente que o colega não pode atender
11) O cliente desiste. Tenta mais tarde...


A culpa, meus senhores, é do Governo. Não é mais do que óbvio?!

Lisboa: a destruição continua





Antiga Escola de Medicina Veterinária, "entalada" entre o Liceu Camões e o Arquivo de Identificação.

Já era...

A velha senhora que se repete sem cessar...

Hoje dei por mim a passear (meio perdido, é certo) por umas ruas velhas onde, a dado momento, me surgiram à frente diversas crianças. As miúdas estavam todas usando roupas muçulmanas, deixando apenas ver a cara e as mãos.

De repente, apercebi-me de onde estava: na Mouraria...
Agora que tanto se fala na privatização da RTP, uma incomodativa insónia teve o condão de me deixar "acordado" para o problema. Ligar a TV às 04:00 e apanhar o canal público - pago por todos nós -, a passar a enésima telenovela brasileira sobre imigrantes italianos (essa contínua tentativa de substituir a História por histórias), é coisa que, claramente, não pode enquadrar-se no serviço público.

Privatize-se então.

Tenho de arranjar uns "auscultadores" para o capacete...