Dois coelhos de uma só cajadada
Uma reportagem da RTP sobre um protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante informou-me sobre duas possíveis repercussões da medida. Segundo um jornalista espanhol (há sempre que entrevistar um espanhol em qualquer reportagem que se preze...), as portagens na autoestrada algarvia irão levar menos portugueses a ir às compras a Espanha e, por outro lado, diminuirá o número de turistas espanhóis em terras algarvias. Confesso que nunca tinha pensado nestas consequências da adoção de uma medida de pura justiça (afinal de contas, no resto do país paga-se para usar uma autoestrada) mas, agora que sei da coisa, só posso dizer PORTAGENS, JÁ!!! Faça-se os portugueses gastarem o seu dinheiro no comércio nacional e mantenha-se ao longe os irritantes vizinhos que nos saíram em (má) sorte.
Outra coisa que a reportagem da RTP me ensinou é que há uma diferença enorme entre uma manifestação pouco concorrida e sem organização política e outra com igualmente pouca aderência mas feita por organizações bloquistas. No primeiro caso, a repórter informa-nos repetidamente sobre o facto; no segundo, omite-se por completo o insucesso. Coisas...
Outra coisa que a reportagem da RTP me ensinou é que há uma diferença enorme entre uma manifestação pouco concorrida e sem organização política e outra com igualmente pouca aderência mas feita por organizações bloquistas. No primeiro caso, a repórter informa-nos repetidamente sobre o facto; no segundo, omite-se por completo o insucesso. Coisas...
Valerá a pena dizer que o concerto de ontem à noite no Casino Estoril foi mais um grande momento de Jorge Palma ou isso já será chover no molhado? Ainda por cima, teve o exotismo de começar matematicamente a horas e de contar com um Palma invulgarmente "contido" (sem que isso lhe tire, por um momento que seja, o virtuosismo).
Estes concertos do Casino são autêntico serviço público, digo eu.
Quanto ao nosso "bardo"... mas, ninguém se lembra de propor este homem para Património da Humanidade?!
Acabar com os carris
E que tal se, de uma vez por todas, se acabasse com a porcaria dos carris que enxameiam as ruas de Lisboa? Não, não estou a falar de acabar com essa coisa bonita que são os elétricos (os antigos) mas tão só de tapar - TAPAR -, os restos que ficaram por aí de linhas que já não são usadas. É que não é numa ou duas ruas, são dezenas delas, bairros atravessados por carris inúteis mas que, por qualquer razão que eu confundo com desleixo, nunca foram arrancados nem tapados.
Parte desta minha revolta tem a ver com uma recente queda de mota por causa, precisamente, de um carril (ainda me dói um pouco do corpo e, sobretudo, a alma) mas a verdade é que, de uma forma fria, não se percebe o que fazem aquelas coisas nas estradas, obrigando os motociclistas a terem todos os cuidados para não patinarem nos ferros. Se não há carreiras, para quê as suas linhas?
Outra coisinha: nos sítios onde ainda há elétricos passando, não podiam alcatroar devidamente o espaço entre os carris? É que há sítios onde até uma moto-4 parece pouco para nos equilibrarmos.
Tenho dito.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



