Há falta de jardins... ou de pessoas?

Quando se faz algum tipo de estudo em que se pergunte aos cidadãos do que sentem eles a falta em Lisboa, aparece invariavelmente a queixa relativa à falta de "espaços verdes" ou à falta de cuidado com os ditos.

É sabido que a tugalhada, basicamente, vive com meia dúzia de ideias feitas na cabeça e, quando lhes pedem uma opinião, sacam logo das ditas, só para não se darem ao trabalho de... pensar.

Vamos ver umas fotografias de um jardim ali na zona do Parque das Nações, numa bela e soalheira manhã/tarde de Domingo:

Que belo relvado, não?
Ó para as criancinhas correndo e saltando...

Bancos confortáveis.
Um casal de namorados aproveitou este.
Há gente fazendo piqueniques lá atrás.

Nos intervalos da selva que nasceu defronte dos bancos, há vislumbres de bonita paisagem urbana

Um êxito, portanto! Com uma afluência destas, não admira que os lisboetas achem que há falta de espaços verdes na capital. É que não se arranja um cantinho livre...



Coisas que acontecem...

"Catherine estava na escola a fazer exames quando se tornou anorética."

RTP

Andam a fazer de nós burros!

A estupidez jornalística parece um monstro desvairado no qual ninguém consegue por mão. A mais recente barbaridade propagada pelos homens que tinham como obrigação informar diz respeito aos "ataques" com "cocktails molotov" (e "uma lata de tinta") a três repartições de finanças em Lisboa.

Os "cocktails molotov" são garrafas cheias de gasolina e com um pano a arder numa ponta (não são "engenhos explosivos" como também dizem os homens da informação). Ao atingirem o alvo, dá-se uma bola de fogo e aquele é incendiado. Era uma arma comum contra tanques, na primeira metade do Séc. XX. Ora, alguém me consegue explicar como raio é que uma coisa que punha tanques de guerra a arder consegue ser atirada contra montras de repartições, não provocar qualquer fogo e nem sequer uma manchinha escura deixar nas paredes?

Vejam as imagens porque, como diz o adágio "Uma imagem vale por mil palavras". Como deixo várias...

O "ataque com uma lata de tinta".
Reparem, nem uma lasca em todo aquele vidro lá atrás... Foi um ataque aos degraus...


A Repartição de Finanças de Alvalade.
Em Portugal, os cocktails molotov são iguais a pedradas, parece...



E, aqui, temos uma fantástica reportagem da TVI onde um acéfalo jornalista nos tenta convencer do absurdo:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/greve-geral-cocktail-molotov-explosivos-tvi24-ultimas-noticias/1302040-4071.html

Finalmente, uma reportagem que chama as coisas pelos seus nomes: PEDRAS


E, para conhecimento enciclopédico, fica aqui um vídeo com alguns cocktails molotov

E a quem interessa esta brutal desinformação? A todos, menos ao público. Ao Governo, interessa dizer que há gente "má" que quer causar distúrbios e usar estes "ataques" para justificar eventuais medidas de exceção. E aos parolos "em luta" que têm orgasmos revolucionários em blogs e foruns internéticos, sabe bem imaginarem que alguém, finalmente, está a tornar realidade os seus sonhos anarquistas.

Estamos condenados à desinformação e à boçalidade?



DN: olho para o disparate

Isto é o que acontece quando jornais que eram de referência se tornam em meros retransmissores de outros periódicos...

Triste sina esta em que uma publicação como o Diário de Notícias, não só entulha o seu site com lixo mundano como, ainda por cima, o faz com pouco cuidado.

Talvez o "jornalista" estivesse a esfregar o olho...

(carregue na imagem para ver melhor)

Uma questão de trocos

Entre a imagem de cima (Diário de Notícias) e a de baixo (Público) vão 5,6 milhões de euros. O assunto é o mesmo mas há uma diferença de... trocos.
Podem chamar-me o que quiserem (o que, quando se trata de futebol, é o que fazem) mas eu não acho normal que, no espaço de uma semana, três benfiquistas me digam "Eu quero lá saber da Seleção. O Benfica é que me interessa!"

Excesso de papelada

Vai-se a um comum restaurante, daqueles de centro comercial e pede-se um menu. Paga-se com Multibanco e o resultado são: quatro papéis.

Sai um recibo
Sai um talão de pagamento
Sai um talão de refeição
Sai uma senha para o café

A "burocracia" começa logo à mesa do almoço...

O golo do preto

Ontem, na arrasadora vitória de Portugal sobre a Bósnia, quando o Nani marcou o seu (bonito) golo, ainda antes de nos écrans do Estádio da Luz surgir a animação que comemora os tentos, já lá estava um "Racismo, não, obrigado". Isto só aconteceu no golo do Nani (houve mais sete durante a partida).

A vida é uma coisa lixada: marca-se um golo e a primeira coisa de que o pessoal se lembra é "olha, foi um preto!".
O novo filme de George Clooney é muito bonito. Eu diria mesmo que é lindo!

Fica aqui uma das suas imagens mais marcantes:


Coitados dos fascistas

Segundo Mário Tomé ("capitão de Abril"), as recentes declarações de Otelo Saraiva de Carvalho insinuando a necessidade de um golpe de estado são... "proto-fascistas".

Os fascistas são como o Governo: a culpa é sempre deles.