Pergunto-me se o feminismo gramatical que se manifesta, por exemplo, na presidente do Brasil ou na viúva de Saramago alguma vez evoluirá para coisas como:
A presidenta, quando era adolescenta, era estudanta e nas aulas era sempre a primeira a dizer "presenta"
Trabalho x Prisão
Um dos imbecis presos no último Benfica x Sporting foi condenado a seis meses de prisão. No entanto, a pena foi convertida numas largas dezenas de horas de "trabalho comunitário". Fiz a conta por alto e cheguei à conclusão de que 6 meses de choça equivalem a 1 mês a trabalhar...
Há gente para quem trabalhar é o maior dos castigos mas... será de esperar que os juízes cedam a isso?
Há gente para quem trabalhar é o maior dos castigos mas... será de esperar que os juízes cedam a isso?
Estrangeirices
Em Vila do Conde, o "The Style Outlets" está a dar giftcards...
Em Lisboa, o Rock in Rio propõe "Voucher + T-Shirt = Rockstreet"
Foda-se! - perdão... FUCK IT!
Em Lisboa, o Rock in Rio propõe "Voucher + T-Shirt = Rockstreet"
Foda-se! - perdão... FUCK IT!
iubiquiue
A "iubiquiue" isto, a "iubiquiue" aquilo... e eu à nora tentando apanhar na net o sítio da "iubiquiue". A RTP garante-me que é uma nova rede social, em 3D, blá, blá, blá, feita por "jovens empresários / universitários" de Coimbra, blá, blá, blá...
Finalmente, no cantinho do écran, por cima daquela gaja que passa a vida a gesticular (parece que é para os surdos), lá vejo um pouco do logotipo da empresa (ninguém se deu ao trabalho de indicar o endereço do serviço - notável, não é?): "yoube" e uma coisa que parece ser um Q. Certo: youbeQ, que é um trocadilho com "ubíquo".
Vamos lá procurar a coisa na net. Neste momento, o "cabecilha" do serviço garante-me que é uma coisa magnífica e o jornalista diz que já há utilizadores em oitenta países. Estou em pulgas! Finalmente, encontro o site e... está em baixo.
Foi o primeiro momento "bardamerda" do dia.
ATUALIZAÇÃO - o site já está no ar. Em Português, nem uma palavrinha... A língua dos 200 milhões não para de marcar pontos... Será que quando se trata de pedir apoios ou negociar condições junto das entidades públicas portuguesas, os empreendedores também só escrevem em Inglês ou, aí, já dá jeito dizer "somos portugueses!" ?
Finalmente, no cantinho do écran, por cima daquela gaja que passa a vida a gesticular (parece que é para os surdos), lá vejo um pouco do logotipo da empresa (ninguém se deu ao trabalho de indicar o endereço do serviço - notável, não é?): "yoube" e uma coisa que parece ser um Q. Certo: youbeQ, que é um trocadilho com "ubíquo".
Vamos lá procurar a coisa na net. Neste momento, o "cabecilha" do serviço garante-me que é uma coisa magnífica e o jornalista diz que já há utilizadores em oitenta países. Estou em pulgas! Finalmente, encontro o site e... está em baixo.
Foi o primeiro momento "bardamerda" do dia.
ATUALIZAÇÃO - o site já está no ar. Em Português, nem uma palavrinha... A língua dos 200 milhões não para de marcar pontos... Será que quando se trata de pedir apoios ou negociar condições junto das entidades públicas portuguesas, os empreendedores também só escrevem em Inglês ou, aí, já dá jeito dizer "somos portugueses!" ?
Conversa em família
O filho do suposto "Estripador de Lisboa" veio esclarecer o caso da "involuntária" denúncia que fez do seu pai, a propósito da tentativa de participação num concurso televisivo. Afinal de contas, tudo não passou de uma brincadeira lá em casa onde ele e o seu progenitor se divertiam com o assunto.
Podemos, então, imaginar uma conversa típica no seio desta família:
- Ó Pai, corta-me aí uma fatia de carne
- Cortava-te era o pescoço, pá
- És fodido, tu
- Sou, não sou? Toma lá esta fatia tão bem cortadinha
- Eh lá, é só jeito! Cá para mim, foste tu que mataste aquelas putas em Lisboa
- Podes crer, man! E olha que um dia destes vai a tua mãe, também
- Isso é que era giro de ver!
(galhofa geral)
Podemos, então, imaginar uma conversa típica no seio desta família:
- Ó Pai, corta-me aí uma fatia de carne
- Cortava-te era o pescoço, pá
- És fodido, tu
- Sou, não sou? Toma lá esta fatia tão bem cortadinha
- Eh lá, é só jeito! Cá para mim, foste tu que mataste aquelas putas em Lisboa
- Podes crer, man! E olha que um dia destes vai a tua mãe, também
- Isso é que era giro de ver!
(galhofa geral)
Lágrimas de crocodila
O novo governo italiano apresentou as medidas de austeridade que quer
aplicar ao seu povo e fê-lo, em parte, através da sua Ministra do trabalho e Igualdade de Oportunidades,
Elsa Fornero, que fez questão de mostrar, em direto, que as mulheres na
política são efetivamente diferentes. A forma de o demonstrar foi
interrompendo o discurso para... chorar.
Graciosamente salva pelo seu frio colega "macho" a ministra terá acabado - calculo -, de anunciar as medidas sem voltar a mostrar a sua "diferença", não deixando, no entanto, de deixar por explicar um curioso pormenor: as mulheres, em Itália, têm de trabalhar menos um ano do que os homens. Em nome da igualdade, suponho, aos homens são exigidos 42 anos e, às suas senhoras, 41.
O aumento da "idade de reforma" em muitos países tem sido apresentado como uma medida lógica, consequência do grande aumento da esperança de vida nos países desenvolvidos. Conforme escrevi, é uma medida "lógica" e, portanto, não há nada a dizer sobre algo que faz todo o sentido. Já o facto de as pessoas que mais anos vivem (as mulheres) terem de trabalhar menos tempo para alcançar a reforma é que é coisa que não se consegue perceber.
A Itália não é caso único neste tipo de (des)igualdade e, obviamente, não é só lá que as controleiras da igualdade de direitos se calam sempre que a desigualdade de obrigações joga a seu favor...
Lágrimas de... crocodila...
Graciosamente salva pelo seu frio colega "macho" a ministra terá acabado - calculo -, de anunciar as medidas sem voltar a mostrar a sua "diferença", não deixando, no entanto, de deixar por explicar um curioso pormenor: as mulheres, em Itália, têm de trabalhar menos um ano do que os homens. Em nome da igualdade, suponho, aos homens são exigidos 42 anos e, às suas senhoras, 41.
O aumento da "idade de reforma" em muitos países tem sido apresentado como uma medida lógica, consequência do grande aumento da esperança de vida nos países desenvolvidos. Conforme escrevi, é uma medida "lógica" e, portanto, não há nada a dizer sobre algo que faz todo o sentido. Já o facto de as pessoas que mais anos vivem (as mulheres) terem de trabalhar menos tempo para alcançar a reforma é que é coisa que não se consegue perceber.
A Itália não é caso único neste tipo de (des)igualdade e, obviamente, não é só lá que as controleiras da igualdade de direitos se calam sempre que a desigualdade de obrigações joga a seu favor...
Lágrimas de... crocodila...
Deus nos valha!
Ao fim de um ou dois dias de massacre noticioso à volta de uma tragédia que, afinal, não aconteceu (fala-se aqui dos pescadores "lá de cima"), as versões da história começam a adaptar-se às necessidades da crendice saloia da população: os militares da FAP foram substituídos pela Virgem Maria; os verylights foram substituídos por um terço e a balsa salva-vidas foi substituída pelo Espírito Santo.
No meio de tanta estupidez, crendice e asqueroso aproveitamento das misérias alheias, só nos resta esperar que não haja mais nenhum naufrágio nos próximos meses. Deus nosso senhor pode estar de férias...
No meio de tanta estupidez, crendice e asqueroso aproveitamento das misérias alheias, só nos resta esperar que não haja mais nenhum naufrágio nos próximos meses. Deus nosso senhor pode estar de férias...
A lógica das promoções
Um homem anuncia ter comprado dois telemóveis numa feita de descontos, no Porto. Enquanto ajeita o saco, justifica, para a televisão, a compra:
- Temos de aproveitar, é a crise...
É a lógica das promoções. A crise não nos impede de ter o que queremos mas força-nos a ir a feiras comprar o que é supérfluo porque... está em promoção.
- Temos de aproveitar, é a crise...
É a lógica das promoções. A crise não nos impede de ter o que queremos mas força-nos a ir a feiras comprar o que é supérfluo porque... está em promoção.
Assim, não vale!
A locutora tenta levar a entrevista para um novo patamar de sentimentalismo...
- Sei que, quando estavam no mar, foi a fé que vos aguentou. Sei que rezaram o terço...
O pescador, inocente nestas coisas das necessidades mediáticas, descaiu-se:
- Foi quando apareceu o helicóptero para nos salvar. Foi ai que começámos a rezar...
Assim, não vale!
- Sei que, quando estavam no mar, foi a fé que vos aguentou. Sei que rezaram o terço...
O pescador, inocente nestas coisas das necessidades mediáticas, descaiu-se:
- Foi quando apareceu o helicóptero para nos salvar. Foi ai que começámos a rezar...
Assim, não vale!
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